Hoje trago-vos uma opinião em vídeo. Já conhecem a trilogia Freelancer do Nuno Nepomuceno?
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segunda-feira, 9 de outubro de 2017
quinta-feira, 28 de maio de 2015
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Livro: A Espia do Oriente
Ano de Edição: 2015
Género: Acção, Espionagem
Autor: Nuno Nepomuceno
Editora: Topbooks
Pensei que o Nuno Nepomuceno tinha decidido adoptar uma abordagem diferente daquela que teve com "O Espião Português" mas eis que ele insiste! Insiste em criar livros viciantes, absorventes e intensos. O resultado? Mais uma série de horas em que ignorei o mundo e me perdi nas páginas desta incrível obra!
Sinopse:
"Dubai, Emirados Árabes Unidos.
De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith (...) Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza? (...) Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem."
Opinião:
Como disse depois de ler "O Espião Português", a primeira parte da trilogia "Freelancer", não sou fã de histórias de espiões. Simplesmente, não sou capaz de perceber o fascínio por detrás de filmes como o 007 e demais histórias do mesmo género. Contudo, há algo que o Nuno Nepomuceno consegue nos seus livros que me prende por completo à trama que cria.
Para começar, o autor dá-me a oportunidade de concretizar uma das minhas paixões: viajar em descoberta de novos locais. Em "A Espia do Oriente" somos levados do Dubai para Londres, passando pelas ruas de Budapeste sem esquecer um dos locais mais emblemáticos do nosso país: o Mosteiro dos Jerónimos. O Nuno descreve cada local com uma exactidão e pormenor que consigo imaginar cada estátua, cada edifício histórico bem como o ambiente e aura envolventes. Tudo isto é, ainda, complementado com a referência à sua construção e até lendas associadas. Até o Mosteiro dos Jerónimos, que já tive a oportunidade de visitar, me pareceu um edifício novo e mágico pelas palavras do autor!
Mesmo tratando-se de uma trilogia, graças aos esclarecimentos sobre o que aconteceu anteriormente que, inteligentemente, o Nuno acrescenta no livro, qualquer pessoa pode ler esta obra sem ter lido a primeira parte. Contudo quem leu o primeiro livro terá aqui um prazer especial pois nesta obra temos a oportunidade de ficar a conhecer o lado mais humano e íntimo das personagens que povoaram o livro "O Espião Português". Foi com esta segunda parte que me senti mais próxima das personagens, que passei a vê-las como pessoas e não apenas como espiões, simples máquinas de trabalho implacáveis.
Tal como a sinopse deixa antever, a componente de romance está mais presente neste livro. Contudo, para alegria minha, o autor conseguiu evitar as situações lamechas e não exagerou neste aspecto conseguindo, desta forma, envolver o leitor num romance que, ao invés de assumir o protagonismo no livro, apenas está presente para unir algumas pontas e complementar a obra.
Tal como a sinopse deixa antever, a componente de romance está mais presente neste livro. Contudo, para alegria minha, o autor conseguiu evitar as situações lamechas e não exagerou neste aspecto conseguindo, desta forma, envolver o leitor num romance que, ao invés de assumir o protagonismo no livro, apenas está presente para unir algumas pontas e complementar a obra.
Em relação ao ritmo de "A Espia do Oriente" a palavra que encontro para descrevê-lo é vertiginoso! É isso de que mais gosto em Nuno Nepomuceno: não perde tempo com coisas que não interessam, não abranda a velocidade dos acontecimentos desde a primeira página à última. Há sempre algo a acontecer, reviravoltas inesperadas e obstáculos imprevisíveis. Sem esquecer um detalhe interessante: em alguns momentos o autor levanta o véu acerca de acontecimentos que irão acontecer no futuro, sem esclarecer por completo o leitor deixando-o, assim, repleto de curiosidade. Tudo isto componentes que são os grandes culpados pelo vício em que esta leitura se torna.
Para terminar, pois este post já vai longo, destaco mais quatro aspectos: adoro as piadas que o Nuno Nepomuceno faz em relação à classe política (será que ele leu os meus pensamentos? É que identifico-me com todas elas!) bem como adorei a Diva. Ri-me a bom rir e fiquei fã dela! Por mim, lia um livro só sobre ela! E o que dizer do epílogo? Não, não me refiro à forma como ele nos surpreende por completo relativamente a estas páginas já quando a obra vai avançada (quem ler a obra compreenderá o que quero dizer...), falo antes da escrita: intensa, poética e repleta de frases soberbas! Deixou-me a imaginar que o autor pode, facilmente, enveredar por outro género literário caso assim o pretenda.
Por fim, não podia falar desta obra sem referir como fiquei arrepiada, sem ar e de boca aberta com o final. É SUPOSTO EU CONSEGUIR ESPERAR ATÉ AO PRÓXIMO LIVRO?! Não sei como vou aguentar até saber o que acontece a seguir. Os próximos meses avizinham-se penosos...
Concluindo, é um orgulho ler obras assim escritas por portugueses. É com alguma vergonha que admito que o meu rácio de autores portugueses está muito baixo em comparação com a quantidade de obras estrangeiras que leio, mas são obras como "A Espia do Oriente" que me dão a esperança de que um dia tal venha a mudar.
Por Mariana Oliveira
Etiquetas:
Livros,
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Nuno Nepomuceno,
TOPBOOKS
sexta-feira, 13 de março de 2015
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BookHaul Fevereiro 2015 [BLOGUE FLAMES]
BookHaul Fevereiro 2015
Reviews no blogue:
A Garota que tinha medo: http://flamesmr.blogspot.pt/2015/03/livro-garota-que-tinha-medo-breno-melo.html
O Espião Português: http://flamesmr.blogspot.pt/2014/02/livro-o-espiao-portugues.html
O Monstro de Monsanto: http://flamesmr.blogspot.pt/2014/02/livro-o-espiao-portugues.html
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
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Livro: O Espião Português (Nuno Nepomuceno)
Capa actual
Capa antiga
Ano
de edição: 2012
Género:
Espionagem, Ação
Autor:
Nuno Nepomuceno
Como
já tive oportunidade de referir anteriormente junto de alguns amigos, após ler “O Espião Português” o
primeiro pensamento que me ocorreu foi de que alguém
deveria multar o Nuno Nepomuceno por ter escrito uma história tão viciante e,
com isso, ter interferido nas minhas tarefas diárias.
O protagonista em “O Espião Português” é
o jovem André Marques-Smith. Com um cargo de grande importância no Ministério
dos Negócios Estrangeiros, é durante as suas perigosas missões a mando da
Cadmo, uma organização semigovernamental internacional, que o jovem português revela
quem realmente é: um espião treinado para enfrentar as mais perigosas situações
e para cumprir as suas tarefas, por mais difícil que seja o obstáculo e mais
improváveis as hipóteses de sucesso.
Contudo, no início desta aventura, André
está muito longe de imaginar que as maiores surpresas e desilusões da sua vida
estão ao virar da esquina e que tudo aquilo que toma como garantido poderá não
passar de uma grande mentira.
Nada habituada a ler histórias de
espiões, devo ser uma das 10 pessoas no mundo que foge a sete pés de qualquer
filme do famoso espião 007, fui completamente apanhada de surpresa por este
livro.
A verdade é que esta obra me agarrou
desde a primeira página para apenas me soltar finda a última frase.
O primeiro culpado para esta minha
alienação do mundo durante a leitura de “O Espião Português” é o ritmo em que a
história decorre. Tempos mortos, passagens maçadoras e capítulos sem qualquer
interesse para o desenvolvimento da trama não têm lugar nas páginas escritas pelo
autor. A ação decorre a um ritmo de tal forma alucinante que a expetativa
acerca do que vai acontecer a seguir leva o leitor a querer ler sempre “apenas mais
uma página”.
A escrita de Nuno Nepomuceno também teve
a sua quota-parte de responsabilidade no vício em que este livro se tornou para
mim: clara, direta, sem floreados desnecessários e com o interessante pormenor
de nos transportar para a mente das várias personagens de uma forma tão natural,
que a mudança frequente dos pontos de vista em que a história é contada se
torna facilmente percetível e contribui para um aprofundar da personalidade de
cada personagem do livro.
O terceiro e último ponto que alegarei
perante todos os que negligenciei durante a minha leitura por estar
completamente absorta neste livro são as reviravoltas que a história sofre ao
longo de mais de 300 páginas. Sei que não é bonito ler-se de boca aberta mas
acreditem que foi mais forte do que eu. Afinal, já não havia coração para
tantas surpresas!
Em jeito de conclusão: não. Continuo a
não gostar de filmes e histórias de espiões. Contudo, abro uma exceção muito
especial para a obra de estreia de Nuno Nepomuceno, “O Espião Português", que me
mostrou que é possível ficar fascinada com um livro de um escritor português
que escreve sobre espiões, associações secretas e cidades europeias
maravilhosas que aqui servem de palco para as mais arrojadas missões.
Agora aproveitem enquanto voltei à minha
vida normal. Pois mal seja editado o próximo livro desta saga voltarei a
fechar-me para o mundo.
As administradoras do FLAMES com o autor Nuno Nepomuceno - Janeiro 2014
Etiquetas:
Livros,
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Nuno Nepomuceno,
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