quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

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295º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Babel)




Parabéns
Diana Batista

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

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294º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editorial Divergência)


Mais um passatempo fantástico (literalmente) :) 
Participem. 
Boa sorte!



Parabéns: Ana Raquel Lopes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

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132ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Joel Puga



Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!


Joel Puga



Bio do autor:
Licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, traduzido em espanhol, tem vários contos publicados em antologias e revistas da área da ficção especulativa.

Como entrou para o mundo da escrita?
Por influência dos meus pais, comecei a ler livros muito novo, sobretudo livros de ficção cientifica e aventura, embora também alguns de não ficção. O desejo de escrever histórias surgiu pouco depois, e logo comecei a escrever contos (originais e fanfic, embora, na altura, não soubesse que estes últimos se chamavam assim) que lia, oferecia e até vendia a familiares, amigos e professores.

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Penso que autor que mais me influenciou terá sido Jules Verne. O meu pai era um grande fã das suas obras e entusiasmou-me a lê-lo quando eu era ainda muito novo. Penso que a minha paixão pela literatura de aventura e de FC (e, de certa forma, pela ficção especulativa em geral) começou aí.

De resto, posso nomear os que serão, decerto, os suspeitos do costume para quem escreve nos géneros que eu escrevo: J.R.R. Tolkien, Isaac Azimov, Chris Claremont, Glen Cook, George R.R. Martin, Arthur Conan Doyle, H. P. Lovecraft, Dan Abnett, entre muitos outros.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
Eu tenho vários contos espalhados por diversas antologias e zines. O único romance que escrevi foi uma obra auto publicada. Porém, hoje em dia tenho-me concentrado numa revista auto publicada intitulada "As Viagens do Feiticeiro", cujos números 0 e 1 já se encontram disponíveis. A ideia surgiu da minha "necessidade" de escrever contos, mas, também, romances e de explorar vários géneros diferentes ao mesmo tempo.

Escrever um romance e trabalhá-lo até eu ficar satisfeito com ele é um processo demorado (mais ainda porque eu traduzo tudo o que escrevo para inglês e espanhol) e dava por mim muitas vezes a querer escrever algo mais curto ou explorar outro género. Por outro lado, quando escrevia contos, sentia por vezes a falta das possibilidades de uma obra maior, assim como uma voz interior que me dizia que devia estar a trabalhar em romances, pois isso é o que o público quer.

O formato revista permite-me resolver todas esta questões. Posso escrever desde contos isolados e contos soltos num universo partilhado, a noveletas divididas por dois ou três números e romances serializados em nove ou dez. Posso escrever em qualquer um dos géneros que me apaixona. E tudo sob um mesmo título.

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
Para ser honesto, nunca senti especial dificuldade. É preciso ter consciência que a escrita é algo que requer tempo e dedicação. Assim que aceitamos isso, começamos a criar um rotina em volta da escrita e, mais cedo ao mais tarde, temos uma obra terminada.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
Para ser honesto, ainda me vejo como um iniciante. Acho que o melhor conselho que posso dar é que escrevam e publiquem e/ou enviem para editoras. Nunca antes foi tão fácil auto publicar e chegar a uma audiência. Também acho que nunca antes houve tantas editoras, de todos os tamanhos, em busca de material para publicar. Tentem, sem medo.

O teu FLAMES num ano 2019

No geral, não sou das pessoas que se mantém mais atualizado, porém, aqui vai a lista do que mais gostei este ano.

Filmes: 2019 não foi um dos anos em que mais visitei uma sala de cinema. Ainda assim, tive a oportunidade de ver filmes como Avengers: End Game e Joker. E, claro, Star Wars: Rise of Skywalker.

Livros: Eu tenho tendência de ler (ou reler) várias coisas ao mesmo tempo. Como tal, este ano (re)li desde romances de Glen Cook e R.A. Salvatore, a livros de história, ciência política e engenharia, passando por contos de Lovecraft e de Isaac Asimov.

Animes: Este ano tive a oportunidade de ver o já clássico Full Metal Alchmist: Brotherhood e devo dizer que o hype é mais do que merecido.

Mangas: Tenho colecionado os vários números de Berserk, infelizmente, ainda não consegui começar a ler a saga.

Eventos: Este ano só tive a oportunidade de ir a dois eventos, a Invicta Con (convenção de jogos de tabuleiro do Porto) e ao Aonime (pequena convenção sobre a cultura pop, especialmente cultura oriental, em Braga)

Séries: Este foi dos anos em que vi mais séries. Não me consigo lembrar de todas, mas as que mais se destacaram foram, sem dúvida, Stranger Things e Star Trek: Discovery

Onde encontrar o trabalho do autor? Aqui: 


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293º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Pactor)



E cá estou eu pronta para mais um passatempo.. desta vez um livro não só interessante como IMPORTANTE. Quem o quiser já sabe o que fazer ;) 


PARABÉNS
Vencedor: Cristina Gaspar

domingo, 12 de janeiro de 2020

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292º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Cultura)


Mais um passatempo extraordinário, em parceria com uma editora fantástica... temos 1 exemplar de uma autora muito querida aqui no blogue... quem quer?? 


Parabéns 
Maria Inês Oliveira 

sábado, 11 de janeiro de 2020

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291º Passatempo do FLAMES (em parceria com a PACTOR)



Mais um excelente livro para passatempo.. e para participar é só seguir as regras em baixo e... BOA SORTE!


Parabéns!
Vencedor: Inês Matos

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

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290º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Saída de Emergência)



Mais um dia... mais um passatempo FANTÁSTICO. Desta vez em parceria com uma editora que nos acompanha desde o início e que é, sem dúvida, uma referência a nível nacional... 

Temos 1 exemplar de um destes livros para vos oferecer. 

BOA SORTE!


Parabéns
Vencedor: Ana Rocha Serra

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

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289º Passatempo do FLAMES (em parceria com a LIDEL)


Mais um passatempo...

Hoje tenho 1 exemplar deste livro maravilhoso para vos oferecer. 

Quem quer??? 


PARABÉNS
Vencedor: Luís Miguel Silva

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

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288º Passatempo do FLAMES (em parceria com a PRH)



Este primeiro passatempo de aniversário começa da melhor forma... com uma editora que nos apoia desde sempre, e que se disponibilizou para oferecer um livro que dispensa qualquer tipo de apresentações. 

Já sabem o que fazer para participar certo? 

Boa sorte! 


PARABÉNS!
Vencedor: Ana Branquinho

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

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10 anos


Hoje é um dia tão, mas tão especial! 

10 ANOS desde que se iniciou o FLAMES e eu não podia estar mais do que orgulhosa de tudo o que este blogue me proporcionou. O contacto com autores, músicos, actores, e outras pessoas... vocês!

Os eventos, as oportunidades, as conversas, as amizades... enfim... não há palavras. 

Se eu tivesse de descrever tudo o que este blogue me proporcionou, não me calaria... 

E porque tudo se resume a vocês desse lado, nos próximos dias, e TODOS os dias, teremos... PASSATEMPOS!!!!!!!!! E eu espero que participem... venham cá todos os dias, e vejam o que tenho reservado para vocês. 

Vemo-nos amanhã? 

Um beijinho 

Roberta 


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

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132ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: João Barreiros


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!

João Barreiros



Bio do autor:
Licenciado em Filosofia e docente durante muitos anos, é geralmente considerado o melhor escritor de Ficção cientifica Portuguesa, estando traduzido em várias línguas. Acumula e acumulou a escrita com actividades várias, como a direcção de colecções de ficção especulativa (na Gradiva e Clássica) ou a participação no Grande Ciclo do Filme de FC de 1984 patrocinado pela Cinemateca Portuguesa e Fundação Gulbenkian.

Como entrou para o mundo da escrita?
Sempre escrevi. Desde miúdo. Escrevi aquele tipo de coisas que, hoje em dia, mais vale esquecer e que nunca serão reveladas. Ganhei, durante os anos da bota, uns dois ou três prémios que me convenceram, na minha juvenil inocência, que afinal até conseguia escrever qualquer coisa.
Por fim consegui publicar um conto meu, “O caçador de Brinquedos”, na extinta OMNIA. E participar na elaboração do Grande Festival do Filme de Fc na Cinemateca Portuguesa. Daí passei a fazer crítica literária no jornal Público. Sempre a arrasar, discretamente, todos os horrores que por cá se publicavam. Talvez para me calar, a Caminho resolveu publicar a minha primeira colectânea de contos, O CAÇADOR DE BRINQUEDOS E OUTRAS HISTÓRIAS. E, dois ou três anos mais tarde, o gigantesco TERRARIUM em colaboração com o Luís Filipe Silva.
E o resto é história...

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Depende da era geológica em que os li.
Quanto tinha oito, nove anos, foi com certeza o H G Wells, com a MÁQUINA DO TEMPO.
Depois disso descobri o Salgari (AS MARAVILHAS DO ANO 2000)e o Burroughs ( Tarzan, of course).
Aí pelos 11 anos, apanhei os primeiros e únicos exemplares que havia lá em casa da colecção Argonauta e, não fossem os censores familiares começarem na habitual senda de protestos, li-os noite alta, em segredo:
ESTAÇÃO DE TRÂNSITO do Simak
O HOMEM DEMOLIDO do Bester
MISSÃO INTERPLANETÁRIA do Van Vogt
Todos os livros do Stefan Wul, claro.
E, ainda mais às escondidas do que qualquer outro, o AMIRÁVEL MUNDO NOVO, 1984, JUSTIÇA FACIAL
Aos 14 li de uma ponta à outra o DESPERTAR DOS MÁGICOS do Pauwels e do Bergier. A leitura do livro e das suas múltiplas referências levou-me a procurar o Lovecraft e outros autores malditos.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
Em todos os casos desde o Caçador ao Terrarium quis tentar fazer qualquer coisa que nunca antes tivesse sido feita por cá. Não procurar imitar os autores lidos, mas sim tentar subverter o género. Criar voz própria.

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
No momento em que somos possuídos pelas musas, as dificuldades desaparecem. Basta começar a enegrecer a página. Maior problema? A primeira linha. Preencher o vazio.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
Tentar, deitar fora, tentar de novo até que dê certo.


O teu FLAMES num ano 2019

Filmes: Dr. Strangelove, Forbidden Planet
Livros: Alastair Reynolds, Peter F. Hamilton, Ian M. Banks, Paul McAuley, Dan Simmons, James Tiptree, etc, etc
Animes: Akira, Ghost in the Shell
Mangas: Nausicaa, tudo o que venha do Otomo.
Eventos: Fórum Fantástico
Séries: The Expanse, Years and Years, the Boys

Algumas obras do autor:






domingo, 5 de janeiro de 2020

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Livro: O Grande Livro dos Livros



Título: O Grande Livro dos Livros

ISBN: 9789896658694

Edição ou reimpressão: 11-2019
Editor: Arena PT
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 190 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144

SINOPSE

Já perdeu demasiados livros por não ter anotado a quem os emprestou? Também já perdeu a conta às vezes que faz aquela lista mental de clássicos que tem mesmo de ler. Para não falar dos livros que já leu, aqueles que quer sempre recomendar aos amigos mas não se lembra, os que são perfeitos para oferecer a… quem mesmo?

Com O Grande Livro dos Livros não só tem espaço para fazer todas as listas que precisa, como ainda vai poder decorar citações brilhantes e fazer jogos pelo meio. Este livro é o presente perfeito para si, que adora livros, e para todos os amigos que partilham esse amor e a quem nunca sabe o que oferecer.

OPINIÃO 
(Roberta) 

A minha mãe sempre teve autorização para abrir as minhas encomendas. Esta foi-lhe concedida quando eu estudava em Coimbra e recebia os livros em Leiria. Ela abria e normalmente mandava-me foto. Hoje moro ao lado dela, e mesmo assim o meu correio continua a ir lá para casa. Não se justifica mudar apenas um número. E ela, volta e meia, abre as encomendas antes de mim. Quando ela recebeu esta ligou-me e disse "Tens aqui um livro que vais adorar". Quem conhece melhor uma filha do que uma mãe? E eu posso dizer que conheço muito bem os livrólicos pelo que sei que qualquer amante dos livros vai AMAR ter este livro na sua estante. 

Quando ele cá chegou perdi a conta a todas as mensagens que recebi vossas a pedir mais pormenores. Então eu fui respondendo, mas faltava aqui um post a falar nele. 

Este livro é perfeito para qualquer pessoa que ame livros. Isso torna-o também uma óptima compra ou uma excelente prenda para quem goste de livros. 

Mas o que contem este livro? 

Decidi fazer uma lista do que ele tem, na expectativa de vos aguçar a curiosidade de o desfolhar... Não deixes a tua biblioteca sem ele. Tenho a  certeza que vais gostar dele. 

Então neste livro/agenda/caderno de actividades/obra de arte, vais encontrar: 

- Listas de livros feitas por ti (livros que quero ler; livros que quero escrever; ideias para argumentos; livros da minha vida; livros para quando se está apaixonado; livros para um coração partido; livros para adormecer; livros para exercitar o cérebro; livros para rir; livros para chorar; livros para ler em viagem; livros para ler na praia; clássicos imperdíveis; livros para ler na casa de banho; livros para ler aos miúdos ao deitar; livros para pôr o sangue a circular; livros para largar tudo e ir mudar o mundo; livros para descontrair; livros para aprender a cozinhar; livros para mudar de vida; livros para ler a alguém; livros para ler outra vez; livros para oferecer a um casal que vai ter um bebé; livros para oferecer a um amigo que vai casar-se; livros que são melhores que os filmes; livros que são piores que os filmes; livros que nunca lerei; biografias que mudaram a minha vida; os romances mais lamechas; as BD's mais especiais; as bibliotecas mais incríveis; livros para viajar sem sair de casa; livros que já deviam ser filmes; as melhores primeiras frases de livros; livros para limpar o planeta; os livros com os melhores finais; livros sobre música que toda a gente deveria ler; as livrarias imperdíveis; livros para ler quando tiver saudades; livros para sugerir ao melhor amigo);
- Imagens lindas;
- Registo dos livros emprestados;
- Registo dos livros que te emprestaram; 
- Registo de livros lidos; 
- Quizzes para te divertires; 
- Sopa de letras; 
- Citações; 
- Mapa para assinalar autores...

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

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131ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Bruno Martins Soares


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!


Bruno Martins Soares


Bio do autor

Escritor, argumentista, dramaturgo e publicitário, Bruno Martins Soares ganhou o Prémio Nacional de Jovens Criadores na vertente de Literatura, tendo representado Portugal na Feira de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo em Turim em 1997, onde o seu conto “Mindsweeper” foi publicado em italiano. Após vários contos e textos publicados em várias colectâneas e publicações de referência, a trilogia de FC/Fantasia “A Saga de Alex 9” foi lançada pelas mãos da editora Saída de Emergência a partir de 2009. Entretanto, já publicou vários outros livros e contos, tanto em Português como em Inglês, incluindo os romances de FC “The Dark Sea War Chronicles” (agora adaptados para Português) e “Laura and the Shadow King”, cuja versão portuguesa será editada em 2020.

Em 2013, co-escreveu e co-produziu a longa-metragem “Regret”, da produtora Castaway Entertainment com distribuição nos EUA e Canadá. Entre 2015 e 2017, escreveu e co-produziu a curta-metragem “Desvio”, Award of Merit da Best Shorts Competition, para além de três outras curtas-metragens e dois pilotos para televisão. A sua peça “O Papel” foi também encenada pela produtora This Is That.

Como jornalista, escreveu para o Diário de Notícias e para a Ideias & Negócios e foi correspondente em Portugal da Jane’s Defence Weekly, a maior revista do mundo de defesa militar. Também colaborou com The Washington Post.

Como entrou para o mundo da escrita? 

Escrevo ficção desde os meus 12 anos. Vagueei sem nexo em romances inacabados até ter chegado à praia paradisíaca dos contos, hehe. Nunca mais parei de escrever. Em 1994 concorri ao Concurso Nacional Jovens Criadores e ganhei uma menção honrosa. Em 1996 voltei a concorrer e ganhei – fui representar Portugal na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo em Turim 1997. Depois tive um período de transição difícil de volta aos romances. Foi em 2008 que publiquei finalmente o primeiro volume de A SAGA DE ALEX 9 pelas mãos da Saída de Emergência, uma trilogia que teve bastante sucesso. Entretanto já publiquei A BATALHA DA ESCURIDÃO, outra trilogia de Ficção Científica, desta vez pelas mãos da Editorial Divergência, e estou a escrever mais uma saga neste momento, LAURA E O REI DAS SOMBRAS, que vai sair para o ano. 

Quem foram os escritores que o influenciaram? 

Sofri muitas influências, tanto a nível de estrutura narrativa como de estilo. Virginia Woolf, Boris Vian, Marguerite Duras são referências. Mas também fui muito influenciado por Frank Herbert, por exemplo, e outro tipo de autores como Louis L’Amour, Mickey Spillane, Robert Ludlum e Alistair McLean. Noutra lógica, falaria de Frank Miller e Kazuo Koike, mas esta é uma conversa muito longa. 

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro? 

É relativamente difícil de identificar exactamente de onde vêm as minhas ideias. Elas demoram a aparecer e desenvolvem-se ao longo de anos. O meu último romance, A BATALHA DA ESCURIDÃO, é uma espécie de Batalha do Atlântico da Segunda Guerra Mundial mas no Espaço e noutro sistema solar. Também tem referências às guerras napoleónicas, por exemplo, e a romances de espionagem. 

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil? 

Ui! Esta é outra longa conversa. Não te esqueças de que escrevo ficção há 35 anos! Quando comecei, a dificuldade era o estilo, a escrita das cenas, a capacidade de imprimir as emoções certas e os argumentos certos em cada cena. Hoje, isso já me surge como uma segunda natureza. Com a experiência que tenho, sinto que neste momento a dificuldade principal é a estrutura narrativa e a construção da cena: determinar que acções vão ocorrer em que cena. 

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante? 

Falhar. Falhar muito. Falhar muitas vezes. Só raros iluminados começam por escrever uma obra-prima. A grande maioria dos escritores escreve muita porcaria antes de conseguir escrever algo de jeito. Assim, eis um conselho: não tenham medo de falhar. Escrevam e escrevam e escrevam. 


O teu FLAMES num ano 2019


Filmes: Joker
Livros: The Blood of Elves
Animes: Inuyashiki
Mangas: (Não li mangas este ano, mas assinalo a morte de Kazuo Koike) Samurai Executioner
Eventos: Fórum Fantástico 2019
Séries: Chernobyl

Algumas obras do autor: 


domingo, 29 de dezembro de 2019

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Livro: Afirma Pereira (Graphic Novel) - com uma participação especial




Aqui fica a minha opinião da adaptação para Graphic Novel... parece no entanto que mais alguém queria dar a sua opinião sobre o livro... ora espreitem..

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

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130ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Michel Alex


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem! 

Michel Alex



Bio do autor

No underground boémio de Paris e com a vida dividida entre grupos Bikers, o Nouveau Cirque e o Cabaret, Michel Alex começou a escrever esta colecção em 1988 atormentado pela terrível febre Post Punk Industrial. O que ele não podia saber é que as suas personagens iriam passar da ficção para a realidade, como foi o caso dos Custom Circus que nasceram nesta saga e foram sugados cá para fora por este portal que tem sido para eles uma fonte inesgotável de inspiração e de revelações.

Mais informações sobre o autor podem ser consultadas neste link: https://www.customcircus.com/biomichel e para mais informações sobre o projecto Custom Circus: https://www.customcircus.com/

Entrevista

Como entrou para o mundo da escrita?

Desde muito cedo e por influencia musical. Os meus pais mergulharam-me em Rock’a’Billy e Cabaret, e a minha grande irmã em bandas Hippies, Folk, Psicadélicas ou Existencialistas. Mas a forma como se encaixavam as letras nas músicas fascinava-me e comecei a transcreve-las e inclusive comecei a fazer adaptações para músicas “naïves” que ia compondo. Por volta dos 16 anos abracei a causa Post Punk alternativa mas não renunciei ao DIY proto Punk; e nessa altura em Paris, o underground estava ao rubro e como também já tinha uma banda e outros projectos artísticos, comecei a escrever fanzines com conteúdos contra cultura bastante provocantes. Depois aderi ao Gótico e à sua negra poesia, de tal maneira que ia fazer declamações em live act com chapéu no chão à caça de moedas para o cemitério Pére Lachaise! Ah! Ah! Ah! Lembro-me desses tempos; o meu primeiro poema chamava-se “A Criança Beijando o Cadáver”… Bom, depois foi tudo muito rápido, e entrei mesmo de cabeça no submundo, também muito graças aos meus tios membros dos Hell’s Angels, e alguns artistas de rua e teatro de intervenção que eu acompanhava nessa altura; e quando dei por ela, em 1988 já tinha escrito “A Saga da Roda”, e a partir dai dezenas de músicas, peças para teatro, manifestos, etc.

Quem foram os escritores que o influenciaram?


Fui naturalmente muito influenciado pela BD Franco-Belga, mas no plano puramente literário “droguei-me” a fundo com Wells, Poe, Verne, Rielche, Wilde, Nietsche, Stanislavsky, Shaw, Brecht, Lorca, Bernanos, e tantos, tantos outros… cujos nomes já nem me lembro, mas os escritos sim.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?

Fui “literalmente” obrigado pela minha consciência. Pois tinha mesmo esse chamamento; uma consciência de que estava a viver fortes momentos decisivos que iriam moldar a minha vida futura. Naqueles anos era tudo muito intenso e tinha plena noção que vivíamos histórias inacreditáveis a cada dia; e os desfechos de cada aventura real eram tão retorcidos, por vezes surreais ou perigosos, que era uma pena que não fossem registados para a posteridade em algum lado. Havia muita estrada, muito Rock, violência física e psicológica, drogas à mão de semear, álcool obrigatório, decadência generalizada, armas… e ainda por cima em pleno início do movimento Industrial e das raves que nessa altura só pertenciam aos domínios dos dark circuits muito ligados ao teatro de vanguarda. Adorávamos tudo o que fosse maquinaria vintage; construíamos as nossas choppers, os carros Custom e passávamos a vida ou agarrados a uma guitarra ou a uma máquina de soldar; e o resto era trabalhar em tudo o que aparecesse para pagar o nosso estilo de vida: Viagens, Aventura, Risco, Arte, Máquinas, Parties, Liberdade, Shows, Tattoos, e Carpe Diem. Foi um pouco de tudo isto que tentei salvaguardar no meu primeiro livro; e essa revolta constante do eterno nómada mantém-se fiel a ela própria nos livros seguintes, mesmo apesar de toda a filosofia Pós Apocalíptica e das suas grandes mensagens universais. 

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?

Não tive dificuldades nesse sentido. Sempre me limitei a deixar escorrer a tinta para pequenos cadernos ou pedaços de papel que ia encontrando, e só depois para um teclado; escrever sai-me naturalmente da alma, do coração e das memórias; a parte mais difícil é depois arranjar tempo para juntar todas as passagens e passa-las a limpo num ficheiro.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?

Sacralizar acima de tudo uma mensagem central até ao ponto da explosão do “Já não aguento mais guardar isto cá dentro! Tenho de escrever! Partilhar! Que se lixe!”. E claro, viver o mais possível fora da nossa zona de conforto! Porque é ai que a verdadeira vida começa! Ou em alternativa, conviver muito com pessoas que o façam e garantir que seja gente genuina com experiências genuínas e não apenas indivíduos com nada mais do que cenário e teorias blá blá blá; pois um espécime autêntico de “vida” vem sempre acompanhado por um passado provado e resultados visíveis.

O teu FLAMES num ano 2019


Filmes: Só fui à première do “Mortal Engines”
Livros: Como estou a escrever um livro sobre teatro e espectáculo, baseado nos 30 anos que passei com vários projectos e artistas; para consolidar bem os conteúdos só tenho lido dramaturgias e bios. Ou seja tudo muito especializado na temática dos palcos, do showbiz e dos seus periféricos.
Animes: Zero
Mangas: Zero
Eventos: Imensos, mas sempre em trabalho!
Séries: Zero


Nota do autor: Oh!? Aqui nesta parte sou uma autêntica lástima, pois vejo zero Tv e niente de redes sociais. Como artista multidisciplinar profissional há imensos anos, o meu tempo como espectador ou leitor é do mais escasso que há. Imaginem um atleta de Decatlon… é mais ou menos assim; quando não estou a actuar para os Custom Circus (cerca de 60 espectáculos/ano), estou a compor e gravar os originais em estúdio, ou no sector das artes plásticas, a pintar, esculpir, preparar as instalações, as exposições e os tours; o resto que sobra é para ensaiar os números novos, treinar diariamente, encenar, viagens de repérage ou contratuais, manter a curadoria dos Nirvana Studios, e claro, escrever entre todos estes pequenos intervalos, sempre que o dia a dia com a minha linda família me permita.

domingo, 22 de dezembro de 2019

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Livro: Diário de uma Miúda Como Tu #1



Título: Diário de uma Miúda Como Tu
AutoraMaria Inês Almeida
ISBN: 9789896657697
Edição ou reimpressão: 05-2019
Editor: Nuvem de Letras
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 196 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152



SINOPSE

Ter 9 anos e ¾ pode ser bem mais difícil do que aquilo que parece.

Para ajudar a passar o tempo sem morrer de tédio, a Francisca decide pegar no diário que uma tia-avó lhe deu há mil anos e começar a escrever à mão, como se a Humanidade tivesse voltado à pré-história!

Perdida por cem, perdida por mil, não?

Opinião 
(Roberta Frontini) 

Estes diários seguem a história da Francisca, uma menina de 9 anos que é quase da minha altura...

Quando ficou de castigo decide começar a escrever um diário.. e eu não pude deixar de sentir que parecia os diários que eu escrevia quando tinha a idade dela.

A estruturação do livro está muito interessante. As imagens complementam o texto e tornam a leitura mais agradável. Por vezes as informações não são colocadas em texto mas em listas, o que torna a leitura rápida, fluída e mais engraçada.

Foi engraçado ver como algumas coisas mudaram tanto, e hoje uma menina de 9 anos sente-se "perdida" porque não pode aceder à internet. Com a idade dela eu ainda não tinha e ainda tinham de passar alguns anos até poder vir a ter. No entanto, outras mantêm-se tão inalteráveis... como aquelas raparigas chatas com quem por vezes tínhamos azedumes na escola. E nesse sentido achei o livro interessante, porque me fez colocar na pele de uma menina desta idade. Assim, este livro poderá ser um livro giro para raparigas que se identifiquem com esta personagem, mas pode ao mesmo tempo ser um livro educativo para os adultos que queiram aprendem mais sobre esta faixa etária.

Uma parte do livro versa sobre a questão da alimentação saudável, um tópico extremamente importante. E sobre a responsabilização dos nosso actos (tema não só tocado pela questão do castigo, como pela relação da personagem com o cão - que já agora tem um nome delicioso!). 

Para mim foi impossível não me apaixonar pela Francisca, uma menina trapalhona (na opinião de alguns) preocupada com questões graves (como o aquecimento global) e com um sentido de humor fantástico (aquela composição é de chorar a rir - apesar de o tema não ter piada nenhuma). 

Para finalizar, gostava mesmo de reforçar as dicas que a Francisca dá no seu canal (e no livro claro) sobre coisas que podemos mudar para ajudar o meio ambiente. Acho muito interessante e, assim, considero que o livro dá um passo em frente e deixa de ser um mero "objecto" de entretenimento para ser algo que nos pode ajudar a todos a sermos melhores. Parabéns à autora! 

sábado, 21 de dezembro de 2019

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Livro: A estrela de Belém - Contos de Natal [Agatha Christie]


Hoje um vídeo com uma sugestão bem natalícia... quem conhecia este livro?


sábado, 14 de dezembro de 2019

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

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