segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

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131ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Bruno Martins Soares


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!


Bruno Martins Soares


Bio do autor

Escritor, argumentista, dramaturgo e publicitário, Bruno Martins Soares ganhou o Prémio Nacional de Jovens Criadores na vertente de Literatura, tendo representado Portugal na Feira de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo em Turim em 1997, onde o seu conto “Mindsweeper” foi publicado em italiano. Após vários contos e textos publicados em várias colectâneas e publicações de referência, a trilogia de FC/Fantasia “A Saga de Alex 9” foi lançada pelas mãos da editora Saída de Emergência a partir de 2009. Entretanto, já publicou vários outros livros e contos, tanto em Português como em Inglês, incluindo os romances de FC “The Dark Sea War Chronicles” (agora adaptados para Português) e “Laura and the Shadow King”, cuja versão portuguesa será editada em 2020.

Em 2013, co-escreveu e co-produziu a longa-metragem “Regret”, da produtora Castaway Entertainment com distribuição nos EUA e Canadá. Entre 2015 e 2017, escreveu e co-produziu a curta-metragem “Desvio”, Award of Merit da Best Shorts Competition, para além de três outras curtas-metragens e dois pilotos para televisão. A sua peça “O Papel” foi também encenada pela produtora This Is That.

Como jornalista, escreveu para o Diário de Notícias e para a Ideias & Negócios e foi correspondente em Portugal da Jane’s Defence Weekly, a maior revista do mundo de defesa militar. Também colaborou com The Washington Post.

Como entrou para o mundo da escrita? 

Escrevo ficção desde os meus 12 anos. Vagueei sem nexo em romances inacabados até ter chegado à praia paradisíaca dos contos, hehe. Nunca mais parei de escrever. Em 1994 concorri ao Concurso Nacional Jovens Criadores e ganhei uma menção honrosa. Em 1996 voltei a concorrer e ganhei – fui representar Portugal na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo em Turim 1997. Depois tive um período de transição difícil de volta aos romances. Foi em 2008 que publiquei finalmente o primeiro volume de A SAGA DE ALEX 9 pelas mãos da Saída de Emergência, uma trilogia que teve bastante sucesso. Entretanto já publiquei A BATALHA DA ESCURIDÃO, outra trilogia de Ficção Científica, desta vez pelas mãos da Editorial Divergência, e estou a escrever mais uma saga neste momento, LAURA E O REI DAS SOMBRAS, que vai sair para o ano. 

Quem foram os escritores que o influenciaram? 

Sofri muitas influências, tanto a nível de estrutura narrativa como de estilo. Virginia Woolf, Boris Vian, Marguerite Duras são referências. Mas também fui muito influenciado por Frank Herbert, por exemplo, e outro tipo de autores como Louis L’Amour, Mickey Spillane, Robert Ludlum e Alistair McLean. Noutra lógica, falaria de Frank Miller e Kazuo Koike, mas esta é uma conversa muito longa. 

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro? 

É relativamente difícil de identificar exactamente de onde vêm as minhas ideias. Elas demoram a aparecer e desenvolvem-se ao longo de anos. O meu último romance, A BATALHA DA ESCURIDÃO, é uma espécie de Batalha do Atlântico da Segunda Guerra Mundial mas no Espaço e noutro sistema solar. Também tem referências às guerras napoleónicas, por exemplo, e a romances de espionagem. 

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil? 

Ui! Esta é outra longa conversa. Não te esqueças de que escrevo ficção há 35 anos! Quando comecei, a dificuldade era o estilo, a escrita das cenas, a capacidade de imprimir as emoções certas e os argumentos certos em cada cena. Hoje, isso já me surge como uma segunda natureza. Com a experiência que tenho, sinto que neste momento a dificuldade principal é a estrutura narrativa e a construção da cena: determinar que acções vão ocorrer em que cena. 

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante? 

Falhar. Falhar muito. Falhar muitas vezes. Só raros iluminados começam por escrever uma obra-prima. A grande maioria dos escritores escreve muita porcaria antes de conseguir escrever algo de jeito. Assim, eis um conselho: não tenham medo de falhar. Escrevam e escrevam e escrevam. 


O teu FLAMES num ano 2019


Filmes: Joker
Livros: The Blood of Elves
Animes: Inuyashiki
Mangas: (Não li mangas este ano, mas assinalo a morte de Kazuo Koike) Samurai Executioner
Eventos: Fórum Fantástico 2019
Séries: Chernobyl

Algumas obras do autor: 


domingo, 29 de dezembro de 2019

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Livro: Afirma Pereira (Graphic Novel) - com uma participação especial




Aqui fica a minha opinião da adaptação para Graphic Novel... parece no entanto que mais alguém queria dar a sua opinião sobre o livro... ora espreitem..

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

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130ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Michel Alex


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem! 

Michel Alex



Bio do autor

No underground boémio de Paris e com a vida dividida entre grupos Bikers, o Nouveau Cirque e o Cabaret, Michel Alex começou a escrever esta colecção em 1988 atormentado pela terrível febre Post Punk Industrial. O que ele não podia saber é que as suas personagens iriam passar da ficção para a realidade, como foi o caso dos Custom Circus que nasceram nesta saga e foram sugados cá para fora por este portal que tem sido para eles uma fonte inesgotável de inspiração e de revelações.

Mais informações sobre o autor podem ser consultadas neste link: https://www.customcircus.com/biomichel e para mais informações sobre o projecto Custom Circus: https://www.customcircus.com/

Entrevista

Como entrou para o mundo da escrita?

Desde muito cedo e por influencia musical. Os meus pais mergulharam-me em Rock’a’Billy e Cabaret, e a minha grande irmã em bandas Hippies, Folk, Psicadélicas ou Existencialistas. Mas a forma como se encaixavam as letras nas músicas fascinava-me e comecei a transcreve-las e inclusive comecei a fazer adaptações para músicas “naïves” que ia compondo. Por volta dos 16 anos abracei a causa Post Punk alternativa mas não renunciei ao DIY proto Punk; e nessa altura em Paris, o underground estava ao rubro e como também já tinha uma banda e outros projectos artísticos, comecei a escrever fanzines com conteúdos contra cultura bastante provocantes. Depois aderi ao Gótico e à sua negra poesia, de tal maneira que ia fazer declamações em live act com chapéu no chão à caça de moedas para o cemitério Pére Lachaise! Ah! Ah! Ah! Lembro-me desses tempos; o meu primeiro poema chamava-se “A Criança Beijando o Cadáver”… Bom, depois foi tudo muito rápido, e entrei mesmo de cabeça no submundo, também muito graças aos meus tios membros dos Hell’s Angels, e alguns artistas de rua e teatro de intervenção que eu acompanhava nessa altura; e quando dei por ela, em 1988 já tinha escrito “A Saga da Roda”, e a partir dai dezenas de músicas, peças para teatro, manifestos, etc.

Quem foram os escritores que o influenciaram?


Fui naturalmente muito influenciado pela BD Franco-Belga, mas no plano puramente literário “droguei-me” a fundo com Wells, Poe, Verne, Rielche, Wilde, Nietsche, Stanislavsky, Shaw, Brecht, Lorca, Bernanos, e tantos, tantos outros… cujos nomes já nem me lembro, mas os escritos sim.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?

Fui “literalmente” obrigado pela minha consciência. Pois tinha mesmo esse chamamento; uma consciência de que estava a viver fortes momentos decisivos que iriam moldar a minha vida futura. Naqueles anos era tudo muito intenso e tinha plena noção que vivíamos histórias inacreditáveis a cada dia; e os desfechos de cada aventura real eram tão retorcidos, por vezes surreais ou perigosos, que era uma pena que não fossem registados para a posteridade em algum lado. Havia muita estrada, muito Rock, violência física e psicológica, drogas à mão de semear, álcool obrigatório, decadência generalizada, armas… e ainda por cima em pleno início do movimento Industrial e das raves que nessa altura só pertenciam aos domínios dos dark circuits muito ligados ao teatro de vanguarda. Adorávamos tudo o que fosse maquinaria vintage; construíamos as nossas choppers, os carros Custom e passávamos a vida ou agarrados a uma guitarra ou a uma máquina de soldar; e o resto era trabalhar em tudo o que aparecesse para pagar o nosso estilo de vida: Viagens, Aventura, Risco, Arte, Máquinas, Parties, Liberdade, Shows, Tattoos, e Carpe Diem. Foi um pouco de tudo isto que tentei salvaguardar no meu primeiro livro; e essa revolta constante do eterno nómada mantém-se fiel a ela própria nos livros seguintes, mesmo apesar de toda a filosofia Pós Apocalíptica e das suas grandes mensagens universais. 

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?

Não tive dificuldades nesse sentido. Sempre me limitei a deixar escorrer a tinta para pequenos cadernos ou pedaços de papel que ia encontrando, e só depois para um teclado; escrever sai-me naturalmente da alma, do coração e das memórias; a parte mais difícil é depois arranjar tempo para juntar todas as passagens e passa-las a limpo num ficheiro.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?

Sacralizar acima de tudo uma mensagem central até ao ponto da explosão do “Já não aguento mais guardar isto cá dentro! Tenho de escrever! Partilhar! Que se lixe!”. E claro, viver o mais possível fora da nossa zona de conforto! Porque é ai que a verdadeira vida começa! Ou em alternativa, conviver muito com pessoas que o façam e garantir que seja gente genuina com experiências genuínas e não apenas indivíduos com nada mais do que cenário e teorias blá blá blá; pois um espécime autêntico de “vida” vem sempre acompanhado por um passado provado e resultados visíveis.

O teu FLAMES num ano 2019


Filmes: Só fui à première do “Mortal Engines”
Livros: Como estou a escrever um livro sobre teatro e espectáculo, baseado nos 30 anos que passei com vários projectos e artistas; para consolidar bem os conteúdos só tenho lido dramaturgias e bios. Ou seja tudo muito especializado na temática dos palcos, do showbiz e dos seus periféricos.
Animes: Zero
Mangas: Zero
Eventos: Imensos, mas sempre em trabalho!
Séries: Zero


Nota do autor: Oh!? Aqui nesta parte sou uma autêntica lástima, pois vejo zero Tv e niente de redes sociais. Como artista multidisciplinar profissional há imensos anos, o meu tempo como espectador ou leitor é do mais escasso que há. Imaginem um atleta de Decatlon… é mais ou menos assim; quando não estou a actuar para os Custom Circus (cerca de 60 espectáculos/ano), estou a compor e gravar os originais em estúdio, ou no sector das artes plásticas, a pintar, esculpir, preparar as instalações, as exposições e os tours; o resto que sobra é para ensaiar os números novos, treinar diariamente, encenar, viagens de repérage ou contratuais, manter a curadoria dos Nirvana Studios, e claro, escrever entre todos estes pequenos intervalos, sempre que o dia a dia com a minha linda família me permita.

domingo, 22 de dezembro de 2019

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Livro: Diário de uma Miúda Como Tu #1



Título: Diário de uma Miúda Como Tu
AutoraMaria Inês Almeida
ISBN: 9789896657697
Edição ou reimpressão: 05-2019
Editor: Nuvem de Letras
Idioma: Português
Dimensões: 130 x 196 x 10 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 152



SINOPSE

Ter 9 anos e ¾ pode ser bem mais difícil do que aquilo que parece.

Para ajudar a passar o tempo sem morrer de tédio, a Francisca decide pegar no diário que uma tia-avó lhe deu há mil anos e começar a escrever à mão, como se a Humanidade tivesse voltado à pré-história!

Perdida por cem, perdida por mil, não?

Opinião 
(Roberta Frontini) 

Estes diários seguem a história da Francisca, uma menina de 9 anos que é quase da minha altura...

Quando ficou de castigo decide começar a escrever um diário.. e eu não pude deixar de sentir que parecia os diários que eu escrevia quando tinha a idade dela.

A estruturação do livro está muito interessante. As imagens complementam o texto e tornam a leitura mais agradável. Por vezes as informações não são colocadas em texto mas em listas, o que torna a leitura rápida, fluída e mais engraçada.

Foi engraçado ver como algumas coisas mudaram tanto, e hoje uma menina de 9 anos sente-se "perdida" porque não pode aceder à internet. Com a idade dela eu ainda não tinha e ainda tinham de passar alguns anos até poder vir a ter. No entanto, outras mantêm-se tão inalteráveis... como aquelas raparigas chatas com quem por vezes tínhamos azedumes na escola. E nesse sentido achei o livro interessante, porque me fez colocar na pele de uma menina desta idade. Assim, este livro poderá ser um livro giro para raparigas que se identifiquem com esta personagem, mas pode ao mesmo tempo ser um livro educativo para os adultos que queiram aprendem mais sobre esta faixa etária.

Uma parte do livro versa sobre a questão da alimentação saudável, um tópico extremamente importante. E sobre a responsabilização dos nosso actos (tema não só tocado pela questão do castigo, como pela relação da personagem com o cão - que já agora tem um nome delicioso!). 

Para mim foi impossível não me apaixonar pela Francisca, uma menina trapalhona (na opinião de alguns) preocupada com questões graves (como o aquecimento global) e com um sentido de humor fantástico (aquela composição é de chorar a rir - apesar de o tema não ter piada nenhuma). 

Para finalizar, gostava mesmo de reforçar as dicas que a Francisca dá no seu canal (e no livro claro) sobre coisas que podemos mudar para ajudar o meio ambiente. Acho muito interessante e, assim, considero que o livro dá um passo em frente e deixa de ser um mero "objecto" de entretenimento para ser algo que nos pode ajudar a todos a sermos melhores. Parabéns à autora! 

sábado, 21 de dezembro de 2019

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Livro: A estrela de Belém - Contos de Natal [Agatha Christie]


Hoje um vídeo com uma sugestão bem natalícia... quem conhecia este livro?


sábado, 14 de dezembro de 2019

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

domingo, 8 de dezembro de 2019

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Livro: Portuguesas com M grande




Portuguesas com M Grande
de Lúcia Vicente
ISBN: 9789896656850
Edição ou reimpressão: 10-2018
Editor: Nuvem de Tinta
Idioma: Português
Dimensões: 197 x 246 x 16 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 128

Mulheres que tiveram a coragem de sonhar e mudar a sua vida. E a das outras.
SINOPSE

As raparigas rebeldes portuguesas - das mais famosas às ilustres desconhecidas - que abriram caminho a todas nós com a sua coragem e determinação.

O que têm em comum a padeira Brites de Almeida, a sufragista Beatriz Ângelo, a atriz Beatriz Costa e a pintora Paula Rego?
Além de serem todas mulheres, lutadoras, corajosas, independentes e livres… são Portuguesas com M Grande!

A luta pelo direito à igualdade de oportunidades tem conhecido muitas protagonistas e batalhas difíceis de travar, mas, para estas mulheres, nada é mais forte que o desejo de liberdade!

OPINIÃO
(Roberta Frontini) 

Como sabem sou perdida por este género de livros. De facto ele tem tudo para eu me apaixonar por ele: capa dura, lindas ilustrações, e um bilhete para um mundo a viajar. 

Nesta verdadeira enciclopédias de portuguesas fortes, encontramos um conjunto de mulheres que tiveram coragem e que fizeram muito por elas, mas por nós também! E muitas delas de certo que nem são conhecidas. Eu pelo menos não conhecia algumas. Todas estas mulheres tiveram um papel importante e, sem saberem talvez, mudaram o mundo. 

Temos mais de 40 mulheres, de várias profissões, outras que já faleceram e umas que ainda caminham entre nós, tornando este livro ainda mais interessante. 

Cátia Vidinhas, com as suas ilustrações tão pormenorizadas, conseguiu complementar as palavras de Lúcia Vicente, num estilo muito próprio e personalizado. 

Dou sempre por mim com estes livros ao colo e uma mão no telemóvel ou no pc a pesquisar. Gosto de, depois, tentar saber mais, ver fotos reais, ver documentários, ler a história completa no wikipédia... enfim... 

Para mim, a cereja no topo do bolo, é uma das últimas páginas, dedicada a todas as mulheres anónimas que têm um papel importante nas vidas de todos nós. 

O livro tem ainda 2 glossários. Um onde apresenta outras personagens que, de alguma forma, se cruzaram com as outras 42, e um segundo glossário com palavras importantes (por exemplo, o que é a ditadura? e um ditador?...) e por aí fora. 

Um livro fabuloso, para miúdos e graúdos e que faria tão bem à sua estante e à sua vida! 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

domingo, 24 de novembro de 2019

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Opinião: Marie Curie (MENINAS PEQUENAS GRANDES SONHOS)




Ficha técnica

Título: Marie Curie (MENINAS PEQUENAS GRANDES SONHOS)
Autor: Maria Isabel Sánchez Vegara
Chancela: NUVEM DE LETRAS
Data de publicação: 07/2019
Língua: Português
Formato, páginas: Capa dura, 32
Dimensões: 134 X 240 mm
ISBN: 9789896658069
EAN: 9789896658069
Idade recomendada: A partir de 4 anos

Sinopse

A sua simplicidade e fé na ciência levaram-na a descobrir o rádio e o polónio, desenvolvendo assim a teoria da radioatividade.

Nesta coleção, meninos e meninas vão descobrir como pequenos sonhos se transformam em grandes histórias de vida que mudaram o mundo em que vivemos.

Opinião 

De todos os livros desta colecção, este é o que tem as ilustrações mais bonitas. São um sonho! Fiquei horas especada a olhar para cada uma... tanto pormenor e feita de modo a que cada uma represente algo... não é uma mera ilustração, é muito mais do que isso. Só vendo para se conseguir entender. 

Marie Curie dispensa apresentações, mas este livro conta/exalta a sua história, de forma majestosa. Adorei as ilustrações (caso não tenham reparado até agora), adorei a palete de cores usadas, e adorei as rimas. Cada vez mais gosto de livros infantis (sim, este não é totalmente infantil) onde se usem rimas! 

Esta é a história da Marie Currie, a história da ciência, e uma história de amor. Esta é a história da mulher mais inspiradora no mundo científico, e como mulher de ciência, tenho muito orgulho nela. É uma linda e real história para ler a crianças, ou desfrutar enquanto adultos.

domingo, 17 de novembro de 2019

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BookHaul Outubro 2019




domingo, 10 de novembro de 2019

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Opinião: Stephen Hawking (MENINAS PEQUENAS GRANDES SONHOS)





Ficha técnica

Título: Stephen Hawking (MENINAS PEQUENAS GRANDES SONHOS)
Autor: Maria Isabel Sánchez Vegara
Chancela: NUVEM DE LETRAS
Data de publicação: 06/2019
Língua: Português
Formato, páginas: Capa dura, 32
Dimensões: 134 X 240 mm
ISBN: 9789896658052
EAN: 9789896658052
Idade recomendada: A partir de 4 anos

Sinopse

Stephen Hawking foi um astrofísico brilhante que revolucionou o mundo da ciência moderna. Embora cedo lhe tenha sido diagnosticada uma doença neurodegenerativa que o levaria a perder o controlo do corpo, Stephen nunca desanimou e concentrou-se no estudo da origem do Universo, tornando-se um exemplo de força, coragem e sabedoria.

Opinião

Todos sabem que é Stephen Hawking... e desde a sua recente morte que muito ficámos a conhecer melhor a sua vida. Mesmo assim, neste pequeno livro, de uma colecção que me fascina (como sabem) ficamos a saber ainda mais. E ainda por cima, adorei não só as ilustrações (que casam muito bem com aquelas dos outros livros) como gostei ainda mais do facto de o texto estar em rima. E mais uma vez dou por mim a pesquisar quem vez a tradução do livro, e surge-me o nome Rita Custório. Tenho andado a admirar o seu trabalho. Não é fácil escrever livro que rimem e penso que seja pior ainda traduzi-los. Portanto quero deixar aqui o meu apreço pelo seu trabalho. 

Neste livro vamos ficar a saber algumas peculiaridades da casa de Stephen Hawking. Vamos ficar a saber que a família lia às refeições (já o fiz, os meus avós não gostavam lá muito...) e de como, apesar das adversidades da vida, o astrofísico conseguiu erguer a cabeça e manter ocupada a mente em benefício da ciência (e, diria) de todos nós. 

Deixo-vos uma máxima de Stephen Hawking que me seguirá toda a vida: 

“Remember to look up at the stars and not down at your feet. Try to make sense of what you see and wonder about what makes the universe exist. Be curious. And however difficult life may seem, there is always something you can do and succeed at. 
It matters that you don't just give up.”

terça-feira, 5 de novembro de 2019

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287º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Alfarroba)




Todos os Homens Podem Voar
de Francisco Caeiro
ISBN: 9789898745637

Edição ou reimpressão: 06-2016
Editor: Alfarroba
Idioma: Português
Dimensões: 138 x 207 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128

SINOPSE

«E entretanto, no pensamento, por sobre as histórias da minha história em Lisboa, correm velhas canções que voam comigo há anos, e sinto em mim um inevitável e rasgado sorriso quando por entre as músicas e as palavras de tantos sábios poetas, escuto o meu pai que me diz na sua muito convicta verdade, aquela mesma que eu hoje confirmo aqui: António, todos os Homens podem voar.»

TERMINADO 
PARABÉNS 
Rosa Maria Magna Pereira

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

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Vídeo: Um vídeo de agradecimento


domingo, 27 de outubro de 2019

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Livro: Só tinha saudades de contar uma história




Só Tinha Saudades de Contar uma História
de Joel Neto
ISBN: 9789895425631

Edição ou reimpressão: 01-2019
Editor: Cultura Editora
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 209 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 64

SINOPSE

Num bairro indistinto de uma grande cidade, um polícia faz-se contador de histórias. Todos os dias, pela manhã, um grupo de rapazotes se reúne à volta daquele homem grande e negro, a ouvir os relatos maravilhosos de outros povos e geografias. Mas a rotina acaba por ser perturbada pelo crescimento da fama do polícia e a chegada de novos ouvintes.

Opinião 
(Roberta Frontini) 

Joel Neto é aquele autor especial... aquele autor (da lista de autores preferidos) que uma pessoa decide que quer ter tudo, e ler tudo. Portanto, quando saiu este conto/livro eu tive logo de o ler. E li-o numa manhã! Soube tão bem! Eu quero todos os livros do Joel Neto, e acho que vocês todos deviam querer os livros dele nas vossas estantes. 

Esta é uma história invulgar, onde temos várias personagens principais, e um final interessante. 

Hoje para escrever este post decidi relê-lo, porque o seu reduzido tamanho e a escrita frenética assim o permitem. E foi tão agradável. Está a chover lá fora e sabe mesmo bem! 

Se Joel Neto podia ter escrito mais nesta história? Podia. Podia ter desenvolvido de tal forma que se tornaria num romance? Talvez sim. Mas eu continuo a achar que só assim já é suficiente. Já tem a força e o poder de me deixar deliciada... Aliás, é impressionante como Joel Neto consegue, em 61 páginas, num pequeno conto, encerrar tantas pequenas histórias. Não há volta a dar: há pessoas que nascem com a genialidade dentro, e o Joel é uma dessas pessoas. 

No final fica a pairar a ideia que as pessoas podem ter, dentro delas, diferentes facetas... ou talvez diferentes objectivos! Porque é diferente ser-se alguém que gosta de contar uma história ou que a vende? Talvez então não sejam diferentes facetas mas uma só? Enfim... num pequeno conto acho que há aqui bastante material bom de discussão... é daqueles livros que várias pessoas podem ler e depois, calmamente, trocar opiniões. 

Só tinha saudades de ler Joel Neto... 


sábado, 19 de outubro de 2019

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Vídeo: BookHaul Setembro 2019



domingo, 13 de outubro de 2019

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Livro: Famílias destrambulhadas






Título: Famílias Destrambelhadas
Autor: Claudio Hochman
ISBN: 9789722418737

Edição ou reimpressão: 06-2018
Editor: Livros Horizonte
Idioma: Português
Dimensões: 230 x 230 x 9 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 32


SINOPSE

Existem por aí umas famílias realmente peculiares…
A algumas falta-lhes um bocado de sal e a outras sobra-lhes pimenta.

Se acham que a vossa família é um pouco destrambelhada, venham conhecer as doze retratadas neste livro.

OPINIÃO 
(Roberta Frontini) 


Quantos tipos de famílias há? Antes havia manuais que nos ensinavam isto na faculdade... entretanto surgiram novas formas de família, e novos manuais... mas nenhum retrata famílias destrambulhadas. Claudio Hockman vem colmatar essa falha e apresenta-nos uma série de famílias totalmente diferentes. Enquadradas com os desenhos inconfundíveis de João Vaz de Carvalho, o autor apresenta um livro que é longe de ser um mero livro infantil. Aliás, na contracapa diz mesmo que o livro é recomendado para pessoas dos 8 aos 108 anos. O autor não mente e apresenta um livro carregado de humor, critica social (por exemplo, à falta de incentivos à cultura, à questão dos incêndios) e retrata, através de contos "infantis" uma série de temas controversos que avassalam a actualidade. Desde as questões ligadas ao desemprego, pobreza, riqueza extrema, xenofobia ou mesmo racismo, preconceito ou machismo. 

Um autor a descobrir e um livro a ler! Sem dúvida!

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

domingo, 29 de setembro de 2019

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Opinião: Lá onde o vento chora





Ficha Técnica

Título: Lá, onde o vento chora
Autor: Delia Owens
ISBN: 978-972-0-03220-1

Edição ou reimpressão: 07-2019
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 27 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 392

SINOPSE

Kya tem apenas seis anos de idade quando vê a mãe sair de casa, com uma maleta azul e sapatos de pele de crocodilo, e percorrer o caminho de areia para nunca mais voltar. E à medida que todas as outras pessoas importantes na sua vida a vão igualmente abandonando, Kya aprende a ser autossuficiente: sensível e inteligente, sobrevive completamente sozinha no pantanal a que chama a sua casa, faz amizade com as gaivotas e observa a natureza que a rodeia com a atenção que lhe permite aprender muitas lições de vida. 
O isolamento em que vive durante tantos anos influencia o seu comportamento: solitária e fugidia, Kya é alvo dos mais cruéis comentários por parte dos moradores da pacata cidade de Barkley Cove. 
E quando o popular e charmoso Chase Andrews aparece morto, todos os dedos apontam na direção de Kya, a miúda do pantanal. E o impensável acontece.

Neste romance de estreia, Delia Owens relembra-nos que somos formatados para sempre pelas crianças que um dia fomos, e que para sempre estaremos sujeitos aos maravilhosos, mas também violentos, segredos que a natureza encerra.


OPINIÃO 
(Roberta Frontini)

Quando este livro chegou cá a casa a minha primeira reacção foi de espanto. A capa era lindíssima, mas eu não o conhecia. Depois achei que não tinha muito a ver comigo, porque eu não costumo ler livros deste género. E depois ainda, a minha mãe roubou-mo, impossibilitando-me de lhe dar uma vista de olhos mais aprofundada. Entregou-mo 3 dias depois com um recado (que soava mais a ameaça): Lê-o! 

Ora, eu e a minha mãe temos alguns gostos um pouco diferentes, no entanto o facto de ela o ter devorado fez-me agarrar nele com afinco. A princípio estava-me a custar entrar na história, mas depois achei-o tão interessante... e as últimas páginas eram tão empolgantes que dei por mim a contar os minutos e as horas que tinha no trabalho, para me poder deitar no sofá a devorá-lo. As últimas páginas li-as mesmo num sopro. 

Mas não falemos já no final, e voltemos um pouco ao início... No início temos uma "mistura" entre os primeiros anos de vida de Kya, uma menina obrigada a sobreviver e a tomar atitudes de adulta aos 6 anos, e um misterioso homicídio ocorrido muitos anos depois... E nós vamos deambulando nestes dois tempos até que as pontas soltas se comecem a entrelaçar. 

Não querendo eu contar muito da história, posso dizer-vos que vamos seguindo a vida e o crescimento de Kya, desde que começou a ser abandonada à sua sorte, até à sua velhice. É um livro onde acompanhamos o crescimento de uma personagem, e nesse sentido o livro está muito bem conseguido. É um livro sobre luta, sobrevivência, sobre o amor à vida tal como ela é na sua essência.. sobre amor, abandono e redenção... Sobre a vida e a morte. 

A ligação entre a natureza e o Ser Humano é uma questão premente ao longo de todo o texto o que torna a Natureza quase uma personagem da própria obra. Aprendi imenso sobre alguns animais, sobre a vida no pântano e sobre a vida e as relações de algumas espécies. 

O final do livro, posso dizer que o consegui adivinhar, mas mesmo assim foi uma cereja em cima do bolo!

Agora mal posso esperar para ver o filme!

sábado, 21 de setembro de 2019

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