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quinta-feira, 20 de julho de 2017

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Livro: We need to talk about Kevin



Ano de Edição: 2010
Género: Drama
Autor: Lionel Shriver



* Por Mariana Oliveira *

A primeira vez que me deparei com a premissa do livro “We need to talk about Kevin” percebi de imediato que me encontrava perante uma leitura que iria deixar marcas. Contudo, nem sequer esse facto me preparou para aquilo com que estava prestes a deparar-me...


Sinopse:
Eva nunca quis ser mãe, especialmente de Kevin, que há dois anos matou sete colegas da escola, um funcionário do bar e uma admirada professora que tentou compreendê-lo. Tudo isto dois dias antes de completar dezasseis anos, e agora o rapaz vive numa prisão temporária para jovens delinquentes. Ao contar a história do filho em cartas endereçadas ao marido, agora separado dela, Eva expõe os seus receios face à maternidade e à influência que pode ter exercido no desenvolvimento da personalidade de Kevin. Até que ponto poderá ela ser culpabilizada?”


Opinião:
Confesso que o início desta leitura não foi fácil. A escrita floreada da autora dificultou-me a vida e sei que há quem critique este livro precisamente por causa da aparente incapacidade que a autora tem de escrever uma frase de uma forma simples e directa. Para Lionel Shriver, cada parágrafo representa uma oportunidade ideal para demonstrar o quão bem consegue escrever e como consegue brincar com as palavras a seu bel-prazer. Contudo, depois de me acostumar a este estilo de escrita consegui mergulhar nesta história que me levaria ao que de mais negro o ser humano pode ter dentro de si.

Ler as cartas de Eva permitiu-me de uma forma íntima ficar a conhecer o dia-a-dia de uma mulher que ao longo de vários anos sempre acreditou que o seu filho tinha uma natureza má apesar de o seu marido a acusar de estar a imaginar coisas acerca de uma criança perfeitamente normal.
Como leitora achei difícil tomar partido: é evidente que Kevin desde tenra idade mostra claros sinais de maldade e um estranho regozijo perante o sofrimento dos outros. Contudo, o facto de Eva desde o início ter encarado o seu filho como alguém anormal poderá ter feito com que Kevin desenvolvesse essa personalidade?  A autora apresenta-nos uma questão complexa: foi a natureza maldosa de Kevin que provocou o afastamento da sua mãe ou foi a atitude fria desta que fez com que o filho crescesse com sentimentos tão obscuros dentro de si?

Apesar de saber à partida que Kevin iria assassinar várias pessoas na sua escola, nada poderia ter-me preparado para aquele final. A surpresa, o choque que senti ao ler com pormenor tudo aquilo que o jovem fez. A descrição das mortes, da aflição e incredulidade das vítimas mexeu de tal maneira comigo que em poucas páginas senti uma série de emoções que foram desde a tristeza, ao choque até à raiva.

Dificilmente encontro um livro que me arrebate desta forma e que perdure comigo durante tanto tempo. É que finda a leitura de “We need to talk about Kevin” passei literalmente dias a pensar no livro. A sua intensidade e os assuntos que aborda são tão fortes que considero esta obra uma das que mais impacto teve em mim em toda a minha vida.

Recomento este livro mas com as devidas cautelas pois o tema é bastante forte e acredito que nem todos os leitores conseguirão “digerir” esta leitura.

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