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quarta-feira, 29 de julho de 2015

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103ª Entrevista do FLAMES: Lucyfer


Lucyfer


Cá está mais um nome a fixar no panorama nacional – Lucyfer. O seu single de estreia chama-se “Filhos de Deus” e o primeiro álbum vai ser editado pela Music In My Soul. O FLAMES conversou com o artista, e ca estão as respostas às nossas perguntas. 

A todos os artistas o FLAMES pergunta... 

Porquê este nome artístico? 
Lucyfer é o anjo de luz, o anjo antes de cair e se tornar o diabo. A escolha deste nome está associada a isso, tento ajudar e transmitir a sabedoria que tenho com os demais. Sou uma pessoa religiosa, acredito em fazer o bem para receber o bem e, dessa forma, levo a minha vida. 

Quais são os artistas que mais o inspiram? 
Bem, existe pelo menos dois em cada estilo, mas, se for a fazer uma triagem e escolher apenas 4, diria: Biggie Smalls, Bob Marley, Kurt Kobain, Allen Halloween. 

Qual é o local onde mais gostaria de actuar? 
Se queres que te diga, não tenho um sítio específico, considero-me um cidadão do mundo, gosto de andar por todo o lado. Nesse sentido, para mim, desde que as condições se reúnam, posso até dar um show num quintal (lol). Mas claro que, como todos os músicos, tenho interesse em tocar num grande palco para montar um show com uma magnitude superior, embora não tenha um local específico – creio que esse seria o desafio a encarar. 

Que mensagem gostaria de ver ser erguida num concerto seu?
Uma mensagem de humanidade, ou seja, que se possa esquecer raças, crenças, nacionalidades. Que possamos todos naquele momento estar unidos. 

Recorda-se de alguma situação caricata que tenha ocorrido num concerto seu e que queira partilhar?
Em cada concerto acontece sempre algo diferente, porque todos os públicos têm a sua forma de curtir, mas se fosse a escolher diria em Angola, no Kilamba, em que sofremos uma invasão de palco – a uma dada altura, teve de se parar o show para as pessoas se acalmarem e só depois retomamos o show. 

Ao Carlos (A.K.A "Lucy"), o FLAMES pergunta... 

Reparei que, tal como eu, aos 3 anos, veio morar para Portugal. Como é a sua relação com Angola?
Angola e o meu país, tanto é que moro em Portugal há 27 anos mas mantendo a nacionalidade angolana. Costumo ir a Angola duas vezes por ano, seja em tour com YK ou de visita, e sempre que vou passo bons momentos com a família e amigos. Tenho raízes fortes nos dois países e, de momento, por motivos académicos e profissionais, estou em Portugal mas sem nunca esquecer a terra, claro. 

Já fez parte do grupo Mentes Criminosas. Quais as principais diferenças em ser rapper num grupo ou individualmente? 
A diferença passa pelo facto de estar agora a passar apenas o meu ponto de vista, estou a dar mais de mim para o público. Num trabalho colectivo, cada um dá um pouco de si e a música torna-se uma mistura de personalidades . Num trabalho a solo, é a transmissão do ponto de vista de uma pessoa e, nesse sentido, e muito mais pessoal. 

O RAP tende a ser bastante autobiográfico… alguma vez sente que gostaria de se distanciar mais do seu trabalho? 
Se um músico, e especialmente no rap, não for sincero no que diz, nunca obtém o respeito dos seus colegas de profissão e acaba passando por mentiroso, que é um rótulo muito feio na sociedade. As músicas são bastante pessoais e as experiências nelas transmitidas são reais, mas não só experiências minhas mas também de quem me rodeia. Por vezes, distancio-me quando viajo ou estou a ver os meus animes (lol)! Tudo em excesso estraga, tem de se dar uma pausa para respirar de vez em quando. 

Acha que os rappers nacionais são menos apreciados que os de lá fora? 
Os rappers sim, digo rappers porque alguns fazem hip hop tuga e outros fazem rap tuga, é normal haver esta distinção porque em todos os países também existe. Em relação à apreciação dos rappers, começaram por ser os "chungas" que só usavam a música para transmitir violência e situações precárias, logo não éramos muito apreciados – agora que já existem mais pessoas a viverem essa situação mais precária, já se identificam mais e a aceitação é diferente. Creio que gradualmente vai se apreciando mais. 

O que podemos esperar deste primeiro álbum? Que temas serão mais abordados? 
Este álbum vai ser uma apresentação pessoal, sobre ideais e experiências em todos os sentidos. Vou abordar muito o meu percurso e a minha visão sobre o mundo em que vivo. Depois dos trabalhos que lancei com Mentes Criminosas e depois com Odc gang, senti-me seguro de dar um passo à frente e assumir o desafio do CD a solo e, embora existam sempre uns ajustes a fazer, sinto-me contente com o trabalho final. Quem já me conhece, vai ouvir e dizer que este é o meu tropa e, quem não conhece e tem curiosidade, vai ter essa oportunidade. 

 Obrigada Carlos pelo tempo despendido. Desejamos o maio sucesso!

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