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domingo, 31 de agosto de 2014

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76ª Entrevista FLAMES: Salto - no FUSING Culture Experience 2014



Salto

Por vezes há coisas que acontecem e que se tornam perfeitos pretextos para conversas engraçadas... como o telemóvel decidir reiniciar sozinho. 
Naquele espaço entre o "liga-te telemóvel", expliquei aos Salto o porquê do nome do blogue FLAMES, o que deu uma animada conversa sobre Mangas e Animes entre mim e o Luís, tudo sob o olhar desconfiado do Tito!

Como é que vocês se conheceram e decidiram criar esta banda?

Luís - Eu e o Guilherme somos primos, muitas vezes em casa fazíamos música juntos, e foi isso. A certa altura começámos a fazer músicas e a cantar juntos. As pessoas ouviam, gostavam e a certa altura os Azeitonas convidaram-nos para abrir um concerto deles, e disseram-nos "Olhem, vocês podiam era ter um nome...." e pronto.. assim foi...

Pois, essa era a minha outra pergunta... porquê Salto?

Luís - Porquê Salto?  Nós quando escolhemos o nome tínhamos à volta de uns 17 anos.. e na altura estávamos meio baralhados. Nós andávamos à volta daqueles nomes todos quitados com letras e números, e com tiles e não sei mais o quê... A certa altura um amigo nosso disse: "Olhem e que tal uma coisa rápida e simples, em português, visto que vocês cantam em português.." Sim... porque nós até andávamos a pensar em nomes em inglês... uma cena mesmo estranha... Então ele sugeriu Salto, e nós pensámos, "Olha, óptimo... Salto é mesmo fácil de comunicar, fácil de escrever, fácil de decorar" e gostámos. Por acaso foi um amigo nosso que sugeriu. 

Vocês têm alguma situação caricata que já vos tenha acontecido?

Tito - Só se for aquela cena do Guilherme...

Luís - Houve uma que foi muito fixe.. estávamos em Peniche e o Guilherme, bom, nós estávamos a tocar e tal, estávamos no meio de um solo de guitarra, de repente deixo de ouvir a guitarra do Guilherme...olho para o lado e vejo o Guilherme a subir as colunas aquelas colunas ali altas (aponta para as colunas do palco). Bem, ele subiu "praí" uns 10 metros! E o Guilherme vê muito mal e estava sem óculos. Mas ele subiu tanto que nós o deixámos de ver em palco. Tu não o vias! Foi de rir! Depois claro, lá desceu.. os técnicos todos com as mãos na cabeça!

Como é que ele se lembrou disso???

Luís - Não sei.. mas ele acabou por fazer o mesmo no Sudoeste o ano passado. 

Tito - E houve outra cena caricata.. numa altura em que fomos tocar a Borba que fica lá no meio do Alentejo, mesmo no interior... Entrámos numa aldeia onde não havia um supermercado, não havia NADA! Super vazio. Começámos a andar e começámos a ouvir Disclosure, e nós.. "Não... não pode!!!". Ainda pensámos "alguém tem o MP3 ligado??".. Não.. não era um MP3! Chegámos, e numa aldeia onde não havia um supermercado aberto, nada, nada, nada, estava a haver alta festa num café central que havia lá, e lá estavam os Disclosure...

Luís - A tocar grandes sons...!

Tito - Numa altura em que eles eram uma grande influência para nós!

Luís - E depois fomos falar com o DJ, e percebemos que ele ia muito ao Lux, e estava a viver em Lisboa, mas foi uma coisa engraçada, não estávamos à espera, aliás, até pensávamos, "Epá, mas nós vamos tocar para quem???".. Mas essa foi mesmo caricata.. nós ali no meio do nada e começámos a ouvir grande som. Pensámos "Mas o que é que está a acontecer?" Foi giro!

Isso prende-se com uma das minhas outras perguntas que é.. quais são, para além dos Disclosure, as vossas maiores influências?

Luís - As nossas influências são muitas...Nós agora, o que andamos a ouvir muito é... aliás, eu acho que a nossa maior influência de sempre é Dirty Projectors, desde sempre mesmo! The Roots também desde sempre... The Angelo também desde sempre...

Tito - Mas nunca há apenas uma influência, há várias coisas que nós gostamos... há vários estilos de música.

Até porque vocês são 4...

Luís - Exacto...

Tito - E depois acaba por ser isso, acaba por haver um misto muito grande... Uma música pode ter diversas influências, por isso nunca há só uma.. há sempre várias coisas. Nunca é muito focado, tentamos sempre nunca focar..

Normalmente quem é que faz as vossas músicas e as vossas letras?

Luís - Quem faz normalmente? No primeiro álbum fui eu e o Guilherme que fizemos todas. E a parte da canção costumamos ser nós a fazer, eu e o Guilherme... Ultimamente temos andado a trabalhar com uns amigos nossos que fazem umas letras muito fixes: O Lucas.. o Pedro Lucas! Ele ajuda-nos porque fazer as letras ainda é algo que nós achamos que temos de aprender a trabalhar. Mas basicamente somos nós, com todo o gosto e a alegria toda!

O que é que alguém que segue o vosso trabalho vai encontrar de diferente num festival ou num concerto vosso mais intimista?

Luís - Aqui tens uma coisa muito fixe que é o facto de o antes e o depois do concerto ser bastante preenchido. Enquanto que se fores dar um concerto num auditório, ou numa festa, um bar, algo assim mais específico... O antes e o depois do concerto é instantâneo.. tipo.. acabou! Acabou o concerto, acabou a actividade. Depois por vezes há um DJ e antes houve um jantar, mas num festival há todo um ambiente, e isso é muito mais fixe, estar inserido num ambiente. Há um contexto, há mais coisas a fazer, não há só um palco e acho que isso estimula mais o artista, acho eu!

Tito - Eu sinto-me mais estimulado também! Uma pessoa toca para o público. É sempre nós tocarmos entre nós, mas adoro o feedback do público. Isso acaba por ser uma afirmação daquilo que nós achamos que é fixe!

Luís - E tem outra coisa que é: se tu fazes um concerto num auditório só vão mesmo as pessoas que te querem ver, e num festival é diferente porque há sempre quem venha e diga "Ei, quem são estes tipos?".. isso é fixe!

Vocês têm algum ritual antes de entrar em palco? 

Luís - Sim, vamos todos a correr contra a bateria do Tito... (Risos), estou a brincar.. não não não! Não, mas por acaso nós até temos uma série de rituais!

Tito - Ya, é tipo, pré jogo de futebol!

Luís - Sim, fazemos aquele grito de epiranga, houve uma fase em que achámos que tínhamos de beber shots, mas depois começou a correr mal e eu ficava muito enjoado! Há sempre a tentativa de um ritual, mas ainda não há um definido.

Tito - Quer dizer, ultimamente o nosso ritual tem sido a nossa set list...

Luís - A nossa set list agora tem os nomes das músicas e a seguir um breve comentário ao que nós achamos que essa música tem. Por exemplo... Música X - O Tito nesta esquece-se de tocar bateria e começa a tocar bateria no i-phone.. pronto! Coisas deste género. É para ser diferente sempre!

Quem é que vocês vão querer ver aqui no Fusing?

Tito - Quero ver praticamente tudo!

Luís - Quero muito ver Octa Push! São muito fixes...

Tito - Sim sim sim!

Luís - Cícero.. Capitão Fausto! Gosto muito deles! Norton nunca vimos! Sabemos que fazem música muito alegre! Muito... a puxar para a frente, e nunca os vimos ao vivo! Este festival é muito fixe, porque praticamente só tem bandas portuguesas! Isso ainda cria melhor ambiente entre as bandas, o backstage vai ser montes de fixe!

Tito - E é de louvar haver um festival assim!

Muito obrigada rapazes! :) 

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