segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Filme: Safe Haven (2013)


Data de lançamento:  2013
Realizador: Lasse Hallström
Cast:
Julianne Hough
Josh Duhamel
Cobie Smulders

Com alguns autores passa-se o seguinte: escrevem um livro... o livro tem sucesso... MUITO sucesso! Descobrem, assim, a galinha dos ovos de ouro... e depois só escrevem aquilo.
Mas, porque vos estou a falar nisto no post deste filme? Bem... a questão é simples... "Safe Haven" (2013) é uma adaptação para o cinema de um dos livros de Nicholas Sparks...
O filme é PÉSSIMO!!!
Meninas: Vejam-no num dia em que precisam de chorar ou, simplesmente, em que estão com as hormonas desreguladas...
Meninos: Fujam do filme a 7 pés.

Querem saber como é o filme? Então vamos lá fazer um esforço de imaginação. Não vai ser difícil...

Uma mulher foge da terra dela porque, supostamente, matou uma pessoa. Entretanto, instala-se num local onde aparece o "homem perfeito", aquele que já se sabe que... não existe na realidade. Ah, e depois claro, existem uma série de eventos tão previsíveis, clichés e mal construídos que até mete dó.
Para piorar a "coisa", o filme está cheio de erros e de acontecimentos impossíveis de ocorrer (que gostaría muito de vos contar, mas para os mais susceptíveis... não gosto de deixar aqui spoilers). Enfim...
Um filme que, claramente, não aconselho...

Ah, e se quiserem, vejam o trailer. Está tudo lá e vocês escusam de perder tempo a ver o filme ;) boa?
http://www.youtube.com/watch?v=ejQEdUwv0ew

Mas como sempre... estamos curiosas.. alguém com opinião diferente? Deixem comentário.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

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Livro: Angelópolis





Título Original: Angelopolis
Ano de Edição: 2013
Género: Fantasia, Romance, Histórico
Autor: Danielle Trussoni

  

Quem leu o primeiro romance de Danielle Trussoni, “Angelologia”, por certo que ficou com um gosto amargo no fim, ao perceber que o final do livro deixava muito em aberto. A vontade em continuar a acompanhar os protagonistas desta envolvente trama tornou-se numa necessidade e, por isso mesmo, foi com grande alegria que este ano foi publicada a sequela desta fantástica história – o livro “Angelópolis”.

 
Em “Angelópolis”, acompanhamos Verlaine que, volvidos 10 anos desde a ação da primeira parte da história, se tornou num exímio caçador de anjos.
Contudo, por mais anos que passem, o decidido e competente aniquilador dos maiores inimigos da Humanidade, os Nefilins, não conseguiu esquecer Evangeline, a jovem que conheceu no primeiro volume e que acabou por seguir um destino completamente diferente do seu.
Contudo, mesmo esta distância alimentada por uma década sem qualquer tipo de contato torna-se ínfima quando Verlaine descobre que Evangeline foi raptada pelos Nefilins e que se encontra em perigo.
O tempo escasseia e o caçador tem que encontrar Evangeline antes que seja tarde demais e os temíveis Nefilins consigam pôr em prática o seu plano mais maquiavélico planeado até à data: a construção de uma cidade habitada por Nefilins que lhes permitirá dominar o mundo, a construção da Angelópolis.

 
Tal como no livro anterior, o ponto forte desta história é a obviamente extensa e aprofundada pesquisa que Danielle Trussoni realizou para nos presentear com uma obra repleta de dados mitológicos, históricos e bíblicos que, nas mãos da autora, se cruzam e encaixam de forma surpreendentemente lógica.
Em “Angelópolis”, o leitor acompanha os protagonistas numa viagem até ao Mar Negro e os mistérios que se escondem nas suas profundezas; fica a conhecer com maior pormenor a malfadada família Romanov bem como o seu misterioso e grande amigo Rasputine; e ainda viaja até à fria Sibéria.
A ação decorre a um bom ritmo e pormenores surpreendentes são revelados acerca de personagens que o leitor pensava que conhecia bem, dotando este volume de um fator surpresa que o anterior livro não tinha.
O único aspeto negativo a destacar prende-se, não com a história, mas com pormenores que denotam alguma distração por parte da autora, sendo que, em duas ocasiões, esta descreve um cenário como “não possuindo uma cama ou uma cadeira” para logo de seguida “a personagem ir buscar algo debaixo da cama ou estar sentado na cadeira”. Pormenores que, no entanto, não interferem com a narrativa e, sendo assim, não retiram qualquer brilho a este livro inteligentemente escrito.
Concluindo, “Angelópolis” acaba por “saber a pouco” pois ainda muito fica por contar, daí que os fãs desta trilogia fiquem na expetativa de ler o terceiro volume desta história para poderem viver, mais uma vez, uma verdadeira aventura repleta de mitos, fantasia e ação.
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Passatempo: 64º Passatempo do FLAMES


Temos mais um Passatempo para vocês!

Em parceria com a Papiro Editora, temos 2 livros para oferecer aos 2 sortudos vencedores!
Um exemplar do livro “Nuvens Cinzentas de Maio”, de Álvaro Góis:


 
Sinopse

"Estonteante como imperceptível essa rapidez com que passam os dias e os anos, consumindo vorazmente o tempo que, connosco, se vai interpondo entre o berço e a tumba. Mas as memórias… ah! Essas ficam e vão passando de geração em geração, na tentativa de se eternizarem e dar testemunho das razões que subjazem à evolução que o mundo experimenta na permanente busca de fórmulas e de verdades que nunca, ou dificilmente, serão plenas e finais. Assim sendo, é no espírito dessa missão que o presente romance se assume e, como condutor de imaginário veículo, se propõe a transportar o leitor, num interessante percurso temporal e transversal à vida portuguesa nos conturbados anos de profunda transição política, em que se vivia procurando libertar as últimas amarras da ditadura e ensaiar os primeiros passos em democracia. Terá valido a pena? A dúvida persiste nos que são cépticos, até perante a maior evidência, porém, não poderão ignorar que o bem-estar do presente - se é que ele existe - é, também, fruto das terríveis dores e angústias já sofridas por uma sociedade que avança corajosa sobre o chão movediço que percorre."
 

E um exemplar da obra "Nós no mundo - a sustentabilidade no dia a dia, de Ricardo Garcia:




Sinopse

"Ricardo Garcia tem espevitado os nossos domingos dolentes com as suas crónicas ambientais no Público. Jornalista e brasileiro, como ele próprio várias vezes invoca, está-lhe na massa do sangue a jovial desenvoltura, o sentido de humor e a perspicácia que o leva a encontrar sempre o ponto certo para denunciar o sério sem perder o gosto pelo brincar. Ao longo de 58 artigos, agora publicados neste livro, Ricardo Garcia consegue conduzir os leitores por um dos mais difíceis registos de informação e mobilização cívica ambiental: o das pequenas coisas da vida quotidiana. Aquelas que constituem as pontas onde a vastíssima malha da insustentabilidade das nossas vidas encontra os dias banais de cada um. Cafeteiras, micro-ondas, cotonetes… até o chichi no duche, tudo lhe permite com graça e com seriedade alertar a consciência e o sentido de responsabilidade ambiental que também se constrói nos meandros do dia a dia todos nós."

 

Têm até ao dia 21 de Setembro para participar.

Preencham o formulário abaixo disponibilizado e… Boa Sorte!!!
 
 
Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega. O seu envio será feiro, gentilmente, pela Editora;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado :) Qualquer problema adicional, contactem-nos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

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Filme: The Bucket List (2007)



Título original: The Bucket List
Título em português: Nunca é tarde demais
Ano: 2007 
Género: Comédia, Drama
Realizador: Rob Reiner
Escrito por: Justin Zackham
Cast:
Jack Nicholson, .......... Edward
Morgan Freeman, ............ Carter
Sean Hayes ........... Thomas

Edward e Carter encontram-se no mesmo quarto de hospital... ambos têm um cancro e a ambos é dado um prognóstico de cerca de 6 meses (1 ano no máximo). Edward é multimilionário, enquanto Carter sempre passou dificuldades para poder dar à sua família o melhor. Naqueles poucos dias que passam juntos decidem que irão usar os dias que lhes restam da melhor forma. Assim, criam uma lista das coisas que querem fazer antes de morrer.
Ambos partem, assim, para um aventura que lhes diz apenas respeito a eles próprios, e que se transformará nos melhores dias das suas vidas.

Esta é uma história aparentemente simples, mas muito interessante. A comédia está sempre presente a par e passo com a morte. Muitas das pessoas que viram este filme referiram que se sentiram algo desiludidas... mas na minha opinião, só tenho a dizer que é um bom  filme e que o aconselho. É profundo, sem ser pesado... divertido, sem ser uma total comédia, e um pouco previsível, apesar de interessante...
Aqui fica o trailer para os interessados. E quem viu o filme... que nos conte o que achou...

Link para o trailer - http://www.youtube.com/watch?v=S6FFcLCsxbA

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

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Livro: A Loja dos suicídios




Título Original: Le Magasin des suicides
Ano de edição: 2013
Género: Comédia
Autor: Jean Teulé
Editora: Guerra e paz

Desengane-se quem pensa que um livro entitulado “A loja dos suicídios” contém uma história taciturna e depressiva com o condão de tornar até a pessoa mais otimista num amargurado leitor. Esta ideia não podia estar mais longe da verdade.
 
 
 Jean Teulé apresenta-nos, nesta obra, uma loja de grande sucesso, gerida pela família Tuvache há várias gerações. Essa loja há décadas que serve os seus clientes com esmero e os ajuda a alcançar o seu derradeiro objetivo: morrer.
Sim, trata-se de uma loja onde qualquer pessoa pode arranjar os melhores utensílios para cometer suicídio com 100% de garantia de sucesso.
O negócio tem tudo para ter sucesso: o Sr. e a Sra. Tuvache não podiam ter um ódio maior pela vida, o que contribui para que sejam excelentes vendedores de produtos para a prática do suicídio; o seu filho mais velho sofre, praticamente desde a nascença, de uma depressão crónica e utiliza a sua capacidade de inventor para criar protótipos de parques de diversões mortais; a irmã, não podia estar mais desajustada na vida e todos os dias pede à mãe autorização para se suicidar; e o benjamim da família, o pequeno Alan, que é a criança mais otimista que alguma vez surgiu à face da Terra…esperam lá! Nós dissemos otimista?
 
 
“A loja dos suicídios” é aquilo a que gostamos de chamar de uma agradável surpresa.
Embora possa parecer, à primeira vista, que Jean Teulé nos apresenta aqui uma história simples, a verdade é que este livro se trata de uma verdadeira pérola na literatura contemporânea.
O autor apresenta-nos uma família caricata, que gere uma loja igualmente estranha: uma loja com os melhores produtos e conselhos para uma morte garantida e de sucesso!
Ao longo do livro vamos conhecendo vários clientes, pequenas histórias de pessoas que decidiram morrer e que buscam na família Tuvache a melhor solução para acabar com o seu sofrimento. Contudo, é o pequeno Alan quem vem abalar os alicerces deste negócio de gerações, ao atrever-se a olhar a vida de frente, com otimismo e uma alegria imensa.
Se é verdade que mais ninguém na família se identifica com o pequeno, não é menos verdade que é impossível ficar-se indiferente a tamanha fonte de felicidade: a sua família e os próprios clientes não conseguem ignorar tamanha “luz” que teima em iluminar todos os recantos da Loja dos Suicídios.
 E é assim, ao longo de vários anos de vida desta família, que Jean Teulé nos apresenta uma perspetiva acutilante e corrosiva da sociedade, numa época algures situada no futuro, num mundo condenado pelos desastres naturais e séculos de incompetência humana, mas que encontra em Alan uma luz ao fundo do túnel.
 
 
Ao verdadeiro estilo de Tim Burton, com uma história simultaneamente sombria e divertida, o autor consegue entreter os leitores e mostrar-lhes que há muito para fazer na vida antes da morte.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

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22ª Entrevista: Pedro Guilherme-Moreira (escritor)


Pedro Guilherme Moreira


Pedro Guilherme-Moreira nasceu em 1969 na maravilhosa cidade do Porto. É advogado e escritor, tendo sido dos primeiros advogados a ganhar o Prémio João Lopes Cardoso. Ex-estudante da Universidade de Coimbra, publicou o seu primeiro romance em 2011,  “A manhã do Mundo” (Dom Quixote), e venceu o Prémio M.A. Pina de poesia em 2012. Vamos conhecê-lo um pouco melhor...

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa, com raízes francesas da bisavó Germaine
O seu Filme favorito: “O túmulo dos pirilampos” (vencedor absoluto, é criminoso não ser mais visto)
O seu Livro favorito: A Bíblia e, em geral, todos os livros sagrados: revelam uma síntese quase sempre admirável, às vezes preocupante, da natureza humana; e não sou uma pessoa religiosa;
O seu Anime favorito: “O túmulo dos pirilampos”
O seu Manga favorito: prefiro sem manga
O seu Evento/Espetáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: sou viciado nos óscares, não quero saber se é fachada; ainda quero ver se ganho um.
A sua Série de televisão favorita: Lost

Este ano faz 12 anos que a tragédia do 11 de Setembro aconteceu. Como um autor que escreveu uma obra baseada neste acontecimento, sente que com o passar do tempo o impacto deste ataque terrorista vai ficando mais “adormecido” na mente das pessoas ou, pelo contrário, continua bem “vivo”?
PG-M: O 11 de Setembro é um dos raros acontecimentos históricos em que o que foi dito na altura, quase sempre sentenças disparatadas por não terem distanciamento, e que neste caso foi “haverá um antes e um depois do 11 de Setembro”, tem grandes hipóteses de se tornar verdade. Já é assim. Olha-se para trás e este dia está ali, cravado. Nunca vai ser esquecido. O interesse vai aumentar, tal como aconteceu com o holocausto. Mais pessoas vão querer saber porquê. É fundamental para entendermos o caminho em frente.

O vólei tem um lugar especial no seu coração... já pensou em escrever um livro exclusivamente sobre esse tema?
PG-M: Que fique claro: a minha vida não me interessa nada para os meus livros. Faço dela uma prostituta quando preciso de material de ligação, mas não me interessa o “eu”. Interessam-me os outros. Mas confesso que, se estiver vivo daqui a vinte anos, tentarei explicar ao mundo porque é que o voleibol nos toma a alma. Mas nos próximos vinte anos já tenho tudo tomado (sorrisos, muitos).



Se cada país fosse representado por um livro, que livro representaria Portugal e qual é que de certeza que não seria o escolhido?
PG-M: Difícil ultrapassar “Os Lusíadas”, embora a nossa grandeza como povo, que é a mesma desse tempo, esteja dentro, com medo de sair. E às vezes sai da forma errada, à bruta e sem classe. Entremos todos para um cavalo de tróia para que os nossos filhos se ergam. Um livro que não seria escolhido para representar Portugal, de certezinha absoluta (a pergunta é boa, caraças!), seria (posso dizer mais do que um? Iupi.) “A dieta dos 31 dias” (e daí...), ou....(espera lá, começo a perceber que todos os livros de todos os tempos podem representar Portugal. Não somos um povo magnífico?)

No seu livro, duas pessoas têm a oportunidade de evitar que o ataque ao World Trade Center ocorra. Se pudesse escolher uma data, apenas uma, para voltar atrás no tempo e refazer algo... qual escolheria?
PG-M: Essa data ainda está por vir, felizmente. Não posso morrer depois do meu filho e da minha mulher. Se isso acontecer, essas são as datas, ambas. Espero não viver nenhuma.

Pode contar-nos um pouco sobre a história da sua professora que ganhou uma fábula escrita por si quando lhe ensinou a fazer contas de dividir?
PG-M: A Dona Laura era uma senhora aparentemente severa. No dia em que fiz 40 anos, fui ao encontro dela. Um dia antes de o livro ser lançado no Porto, que foi o dia em que fiz 42, fui mostrar-lhe a badana onde ela fica imortalizada. Mas o mais importante acontecera trinta e cinco anos antes, na Ecola de Francelos: o assombro nos olhos dela quando leu a minha fábula é o único responsável de eu escrever hoje. Ainda procuro isso nos meus leitores. A Dona Laura ainda é viva e está bem, embora tenha tido uma vida difícil e nunca se tenha casado ou tido filhos. Tem-nos a nós. E vejam como a vida é curiosa: vivíamos no mesmo lugar quando ela foi minha professora, mas ela saiu de Francelos pouco depois de se reformar. Hoje vive nas traseiras do meu escritório, no centro de Gaia.

Numa entrevista a um outro blogue referiu que “As miúdas tornam-se giras quando gostam de escritores”. Existe um número mínimo para nós mulheres nos tornarmos giras? Ou assim que gostamos de um escritor já ficamos giras? E se gostarmos de muitos ficamos mais giras que as que gostam só de um? ;-)
PG-M: Essa era uma pergunta provocatória do Tito Couto para os booktailors, como são quase todas as perguntas do Tito, e foi respondida com a mesma boa disposição. A pergunta era “As miúdas giras gostam de escritores?” Não está fixe, a resposta? Hein? Em rigor, detesto viver esse charme especial que tem a escrita e de sentir essa curiosidade pelo bicho. Gosto muito da mulher, considero uma obrigação activar quimicamente o encantamento heterossexual, que é o que represento, mas não por esse motivo. Acho detestável as pessoas que guardam os olhares e os sorrisos. Mas se eu os distribuo não é por ser escritor. Como advogado tenho um humor impossível de aturar, detesto o cinzentismo dos tribunais, gosto de quebrar jarras. Se virem bem (e não que vocês o tenham feito), essa minha resposta retirada do contexto torna-me detestável. É por isso que vou fazer aprovar na A.R. um novo crime: “Retirar do contexto”.

Em todas as nossas entrevistas pedimos à pessoa entrevistada para deixar uma pergunta para a próxima pessoa a entrevistar. No seu caso, foi o autor Paulo M. Morais que lhe deixou uma pergunta (pode ver a sua entrevista aqui - http://flamesmr.blogspot.pt/2013/08/entrevista-paulo-m-morais.html). A pergunta foi: Quando tem de “matar” alguma das suas personagens, emociona-se? Chega a chorar quando dá cabo dela?
PG-M: Há mortes literárias que fazem rir. Outras fazem chorar. Mas prefiro dizer que evito matar gente. Mas quando começo a matar é uma razia. Tarantino ou anti-Tarantino.

Agora é a sua vez... Pedimos-lhe para deixar uma pergunta ao próximo entrevistado, mesmo sem saber de quem se trata:
PG-M: Tens a mania, não tens?
(convém explicar ao perguntado que eu não sabia quem ele ou ela eram quando fiz esta profundíssima pergunta)


PG-M: Declarações finais: quero agradecer à Mariana e à Roberta o trabalho que têm desenvolvido pela divulgação literária. A luso-italiana Roberta Frontini fisgou-me no “Não há feira, mas há escritores”, semana um, com aqueles olhos claros terríveis, e sou hoje um dos seus muitos apaixonados. Já me declarei e tudo. Ahahah. A Mariana é de Oliveira de Azeméis e já me prometeu uma saca de pão d'Ul. Não sei do que está à espera. Ah, e a entrevista está muito bem feita. Fossem todas assim. Acima de tudo, são duas boas meninas. PG-M 2013
Muito obrigada ao Pedro pela simpatia e disponibilidade!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

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Livro: Em defesa de Jacob



Editora: Esfera dos Livros
Título: Em defesa de Jacob
Colecção: Romance
Número de páginas: +/- 392

Imagine que tem um filho... Ok, para alguns imaginar isto não será difícil! Agora, imagine que é procurador-geral adjunto e que está a investigar o assassínio de um miúdo de 14 anos. Imagine, ainda, que a dada altura acusam o seu próprio filho de ter assassinado esse jovem. É o que acontece ao protagonista desta electrizante história.
Andy Barber vê o seu filho Jacob acusado de um assassinato que, diz ele, não cometeu. Como bom pai, Andy decide que terá de o proteger e que fará qualquer coisa ao seu alcance para provar a inocência do filho. Mas será que Jacob é mesmo inocente? É que todos os sinais apontam para o contrário...!! Conseguirá Andy manter-se fiel ao filho e defendê-lo até ao fim, ao mesmo tempo que luta para preservar um casamento que, até há pouco tempo, parecia perfeito? Com o tempo, Andy vai ter que lidar com alguns dos seus segredos do passado, descobrindo que o filho não é o que sempre imaginou...


"Em defesa de Jacob" foi dos livros mais falados nos últimos tempos, e chamou-nos logo à atenção. O tema é, já por si, fenomenal. O tempo todo lutamos e esperneamos na tentativa de chegar à conclusão: foi ou não Jacob? Terá Andy sobrevalorizado o facto de ser seu pai o que faz com que olhe com outros olhos a realidade das próprias provas?
Com a leitura deste livro foi-me fácil compreender porque foi considerado, por muitos, o livro do ano.
Não é só a história que está original... a própria forma como ela é contada varia ao longo dos capítulos, por forma a que a leitura se torne não só menos monótona como, também, original e interessante.

Alguns livros contam apenas uma história. Este faz muito mais do que isso. Aprendemos, ao longo da sua leitura, como funciona (para o bem ou para o mal) o sistema jurídico. Aprendemos, ainda, alguns conceitos novos (e importantes) sobre genética! Mas o autor não o faz de forma maçadora. Em vez disso, encontra formas bem pensadas para nos transmitir a informação de forma acurada, precisa, e interessante.

Depois, tem "aquele" final!! Ou seja, William Landay oferece ao leitor um final insólito...Sem dúvida que muitos dos leitores irão soltar longos "Ahhhhh" de espanto quando se aproximarem, a pouco e pouco, dos últimos capítulos.
Um livro que aconselho, sem dúvida, a todos os nossos leitores!

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63º Passatempo - exclusivo no facebook (em parceria com o Mundinho dos Bijus)


Cliquem na imagem e participem no nosso passatempo :)
Podem ganhar esse maravilhoso marcador




domingo, 1 de setembro de 2013

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Passatempo: 62º Passatempo do FLAMES (em parceria com a CHIADO EDITORA)


1 exemplar do livro "CRIME NO HOTEL"



Em parceria com:



Já é tempo de premiarmos os nosso seguidores do lindo BRASIL não acham? Afinal de contas, mais de 30% das nossas visitas vêm desse grande país. Assim sendo, para quem nos segue do Brasil, metam GOSTO na nossa página (podem clicar na imagem em baixo) e, seguindo as regras, podem habilitar-se a ser o vencedor do livro "Crime no hotel" de Tiago Moura:




Sinopse


"Quando Daniel Gonzaga é encontrado morto no chão, sem sangue, entre os quartos 15 e 16, no hotel D. Afonso Henriques, o detective privado Mack McMillan vê-se obrigado a investigar o caso, interrogando um a um todos os possíveis suspeitos. Mas é então que é revelado o número 3632. O que quererá dizer? Quem será o culpado?"
BOA SORTE!

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Lembram-se de "Música no coração"?


"Música no coração"


45 anos depois (na foto).. cá estão eles. Muitos de vocês se lembrarão do elenco do filme "Música no coração". Pois bem, estes foram os actores que se reunirão, pela primeira vez, no programa Oprah.
O musical de 1965 tinha como elenco:


Julie Andrews (Maria)
Christopher Plummer (Captain Von Trapp)
Charmian Carr (Liesl)
Nicholas Hammond (Friedrich)
Heather Menzies-Urich (Louisa)
Duane Chase (Kurt)
Angela Cartwright (Brigitta)
Debbie Turner (Marta) e
Kym Karath (Gretl)

Existem algumas curiosidades relativamente a este musical:

1) Sabiam que a actriz Julie Andrews quis recusar o papel pois achava-o demasiado parecido ao de Mary Poppins (1964)?

2) Christopher Plummer detestava trabalhar neste filme e chamava-lhe "The Sound of Mucus".

3) Para fazer de Maria, Julie Andrews aprendeu a tocar um pouco de guitarra.

4)  A primeira vez que se filmou a cena do casamento entre o Captain e Maria, ninguém estava no altar a fazer de padre porque se tinham esquecido de escolher um actor para o papel. Assim sendo, pediram ao verdadeiro bispo da zona para comparecer no set das filmagens.

5) Maria Von Trapp aparece no filme, fazendo uma aparição na música "Confidence".

6) No mesmo número, Julie Andrews escorrega realmente, mas foi deixado nas filmagens pois era consistente com o número.

7) Kym Karath protagonizou alguns maus momentos neste filme. Primeiro, não sabia nadar e por causa disso, uma cena correu mal e ela acabou por vomitar numa outra actriz. Segundo, ganhou peso e numa cena em que, supostamente, tinha de ser levada ao colo, teve de se utilizar um duplo.

sábado, 31 de agosto de 2013

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Passatempo: 61º Passatempo do FLAMES (em parceria com a BABEL)

2 EXEMPLARES DO LIVRO "DENTES DE RATO"


O livro "Dentes de Rato" já vai na 22ª edição e tornou-se já um clássico da literatura infanto-juvenil. Para se habilitarem a ganhar 2 exemplares desta pérola da literatura portuguesa, só têm de preencher o formulário em baixo. BOA SORTE :)

Têm até ao dia 9 de Setembro para participar...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

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Evento: MTV Video Music Awards 2013



Parece incrível que já tenha passado um ano desde a cerimónia de 2012, mas a verdade é que 12 meses "voaram" e, ao longo destes, muitos artistas brindaram fãs de todo o mundo com novas músicas, acompanhadas de vídeos irreverentes e originais.
Este ano, a cerimónia decorreu em Brooklyn e, para não fugir à tradição, contou com inúmeras estrelas, numa noite cheia de glamour e atuações memoráveis.

Quem deu a nota de entrada foi Lady Gaga, ao som do seu mais recente single "Applause", mas a cerimónia contou ainda com Miley Cyrus, que tenta a todo o custo mostrar que já não é mais uma menina da Disney e que cresceu, nem que para isso tenha que levar a sua atuação a um extremo que, para muitos, poderá "roçar" o ridículo.
Ainda no campo das atuações, o rei da noite foi Justin Timberlake que, ao longo de mais de 10 minutos, brindou os presentes com todos os sucessos da sua carreia de 11 anos a solo e contou, ainda, com a inesperada presença dos seus colegas da banda que o catapultou para a fama: N’Sync.

Mas atuações à parte, e porque esta é uma cerimónia de prémios, vamos ao que realmente interessa, que é como quem diz: siga com a lista de vencedores!


Vídeo do ano
Justin Timberlake – Mirrors (Vencedor)
Macklemore & Ryan Lewis feat. Wanz - Thrift Shop
Bruno Mars - Locked Out of Heaven
Robin Thicke feat. T.I. and Pharrell - Blurred Lines
Taylor Swift - I Knew You Were Trouble
 
 
Melhor Vídeo Masculino
Justin Timberlake - Mirrors
Robin Thicke feat.
T.I. and Pharrell - Blurred Lines”
Bruno Mars - Locked Out of Heaven  (Vencedor)
Ed Sheeran - Lego House
Kendrick Lamar - Swimming Pools
  

Melhor Vídeo Feminino
Rihanna feat. Mikky Ekko - Stay
Taylor Swift - I Knew You Were Trouble (Vencedora)
Miley Cyrus - We Can’t Stop
P!nk feat. Nate Ruess - Just Give Me A Reason
Demi Lovato - Heart Attack

Melhor Vídeo Pop
Bruno Mars - “Locked Out of Heaven
Justin Timberlake - Mirrors
fun. - Carry On
Miley Cyrus - We Can’t Stop
Selena Gomez - Come and Get It (Vencedora)
 
 
Melhor Vídeo de Hip-Hop
Macklemore & Ryan Lewis feat. Ray Dalton - Can’t Hold Us (Vencedores)
Drake - Started From The Bottom
Kendrick Lamar - Swimming Pools
A$AP Rocky feat.
Drake, 2 Chainz & Kendrick Lamar - F**kin Problems
J. Cole feat.
Miguel - Power Trip



Melhor Vídeo Rock
 Imagine Dragons - Radioactive


Fall Out Boy - My Songs Know What You Did In The Dark (Light Em Up)”
Mumford & Sons - I Will Wait

Thirty Seconds to Mars - Up In The Air (Vencedor)
Vampire Weekend - Diane Young



Melhor Colaboração
 Justin Timberlake feat. Jay Z - Suit & Tie
Pitbull feat. Christina Aguilera - Feel This Moment
Calvin Harris feat. Ellie Goulding - I Need Your Love
Robin Thicke feat. T.I. and Pharrell - Blurred Lines
P!nk feat. Nate Ruess - Just Give Me A Reason
(Vencedores)


Melhor Música do Verão
Daft Punk featuring Pharrell - Get Lucky


Calvin Harris featuring Ellie Goulding - I Need Your Love
Selena Gomez - Come and Get It

One Direction – Best Song Ever (Vencedor)
Robin Thicke featuring Pharrell & T.I. – Blurred Lines



Artista Revelação
Twenty One Pilots - Holding On To You
Zedd Feat. Foxes - Clarity
Austin Mahone - What About Love (Vencedor)
The Weeknd - Wicked Games
Iggy Azalea - Work

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

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Passatempo: 60º Passatempo do FLAMES



Seja porque as férias já acabaram, seja porque daqui a pouco tempo o verão vai chegar ao fim… a verdade é que o mês de Setembro consegue deixar muitas pessoas menos alegres. Por isso mesmo, o FLAMES tem, em parceria com a Editorial Minerva, um divertido livro para oferecer ao vencedor deste passatempo. Nada mais nada menos do que o livro “Já dizia o outro: não conheço mas sei quem é” do humorista Gonçalo Câmara:
Sinopse:

"JÁ DIZIA O OUTRO é o primeiro livro de crónicas do autor Gonçalo Câmara. Uma compilação que reúne os melhores textos sobre situações caricatas do dia-a-dia, crónicas do seu blogue pessoal bem como "retratos" sociais da conhecida sátira "Os Magos do Social". Gestos, atitudes e comportamentos que são submetidos a um olhar humorístico de forma a dar a conhecer outra perspectiva daquilo que nos rodeia."


 Têm até ao dia 6 de Setembro para participar.

Preencham o formulário abaixo fornecido, façam figas e… Boa Sorte!!
Notas:
- O FLAMES não se responsabiliza por extravios ou qualquer dano que o prémio sofra durante a sua entrega;
- Após o anúncio do vencedor, este tem 4 dias úteis para responder ao nosso e-mail enviando-nos os seus dados; findo esse prazo, na ausência de uma resposta, o FLAMES sorteará um novo vencedor;
- Caso não vos apareça a setinha para descerem (no formulário), cliquem nele e desçam usando a seta do teclado :) Qualquer problema adicional, contactem-nos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

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Livro: Viagem a Capri



Título Original: Sailing to Capri
Autora: Elizabth Adler
Género: Romance, Mistério
Editora: Quinta Essência
Edição (reimpressão): 2011

Bem-vindos a bordo deste cruzeiro pelo Mediterrâneo, onde nada é o que parece...

Desde o dia em que li a sinopse deste livro que fiquei com uma vontade enorme de o ler! No entanto, tínha medo que se tratasse de um romance meloso ou de uma história sem substância. Assim, foi com algum temor mas muita curiosidade que iniciei a leitura do mesmo… e logo este livro me surpreendeu.


A leitura das primeiras páginas (104 páginas) fez-se numa rapidez impressionante. Neste início, conhecemos várias personagens sendo Sir Robert Hardwick uma das mais importantes. Trata-se de um magnata inglês que morre num acidente de carro. Tudo aponta para que tenha sido um acidente. Mas, no dia do funeral, Daisy (a sua secretária/assistente/relações públicas e grande amiga) recebe de um detetive/investigador privado (Montana) um envelope castanho. Nele, Sir Robert deixa uma carta aos 2 com uma lista de 6 pessoas que têm motivos para o assassinar... e lança-lhes um desafio. Ambos têm de fazer uma viagem num iate com os 6 suspeitos e descobrir quem foi o culpado do seu assassinato. Os suspeitos são:



Lady Diana Hardwick (ex-mulher);
Filomena Algardi (ex-amante);
Charles Clement (ex-amigo);
Davis Farrell (ex-amigo);
Marius Dopplemann (ex-amigo, ex-cientista famoso... uma pessoa que Robert admirava muito)
Rosalia Alonzo Ybarra (a pessoa que Robert mais amou, mas que trocou pela vida de sucesso que pretendia ter).

Na segunda parte do livro continuamos a conhecer melhor Daisy e Montana mas entramos, também, na vida de cada um dos 6 suspeitos. Assim, ficamos a conhecer a ligação que tinham com Robert. Este foi um aspeto que achei muito interessante e original neste livro.

E assim, na terceira parte do livro, acompanhamos as nossas personagens a bordo do Blue Boat com destino a Capri, onde cada uma se começa, a pouco a pouco, a revelar.
Chegados a Capri, vamos conhecer ainda mais profundamente as personagens e Daisy e Montana terão de, na altura da leitura do testamento, já ter conseguido solucionar o enigma. Será que vão conseguir?


No final do livro (último capítulo), a autora faz algo que me delicia sempre em qualquer obra: conta-nos o destino que cada uma das personagens acabou por enfrentar. Isto é um aspecto que valorizo sempre nas obras que leio. Gosto de saber tudo o que acontece a cada uma.
Este foi o primeiro livro de Elizabeth Adler que li e que, desde sempre, me chamou à atenção (talvez por eu ser italiana.. quem sabe!). Parecia ser especial. Transporta-nos num mundo de glamour onde, certamente, muitos de nós gostariam de viver…É uma leitura muito interessante e, a meu ver, perfeita para o Verão. Faz-nos sonhar, faz-nos agarrar no livro e não o querer largar nunca (li-o em 2 dias) pois também nos abre o apetite para querermos saber mais e desvendar o mistério. Quem matou Robert? Será que eles vão conseguir descobrir?

Cenários deslumbrantes discorrem em todas as páginas… estão muito bem descritos e fazem-nos, realmente, viajar de olhos fechados.
Aconselho, assim, a leitura deste romance pintalgado de suspense e mistério. Fará, com certeza, as delícias de vários amantes de diversos estilos literários (romance, policial, etc.).
Um livro que me fez, literalmente, entrar numa outra dimensão, e esquecer os stresses do quotidiano... 

Nota: Interessante a forma como a autora mete uma das suas personagens a ler um dos seus próprios livros (neste caso, "Lua de Mel em Paris"). Foi muito giro esse pormenor!

domingo, 25 de agosto de 2013

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21ª Entrevista: Paulo M. Morais (escritor)


Paulo M. Morais

(imagem de Hervé Hette)

Lisboa foi a cidade que viu nascer o autor Paulo M. Morais em 1972. É jornalista freelancer e já viajou imenso pelo mundo fora. Foi em 2013 que lançou, pela Porto Editora, a sua primeira obra “Revolução Paraíso”. Vamos então conhecê-lo melhor…

Qual é a sua nacionalidade: Portuguesa

O seu Filme favorito: Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola
O seu Livro favorito: sempre o próximo
O seu Anime favorito: filmes de Hayao Miyazaki
O seu Manga favorito: não tenho
O seu Evento/Espectáculo de música/Programa de Entretenimento favorito: Feiras do Livro
A sua Série de televisão favorita: Sete Palmos de Terra

O seu livro retrata uma época que já foi muito falada, quer em filmes, quer em livros e documentários. Não teve medo de “arriscar” num assunto já tantas vezes abordado?
Por diversas razões, o Revolução Paraíso impôs-se com uma força que fui incapaz de contrariar. Quis viver o meu pós-25 de Abril e, ao mesmo tempo, procurei ser imaginativo no tratamento desse período histórico. Se calhar arrisquei ao escolher um assunto bastante badalado. Mas os comentários de leitores que tenho recebido têm sido muito reconfortantes e recompensadores da aposta.
  
Gostaria de ver o seu livro adaptado para o cinema? Acha que seria possível?
Sou apaixonado por cinema, pelo que seria fantástico ver o romance adaptado a filme. Parece-me que o plano histórico-ficcional seria facilmente transposto para o grande ecrã; já a personagem Eva do Paraíso e toda a ação do Sótão das Delícias constituiriam um enorme desafio para o realizador...

Um livro deste género requer imensa investigação por parte do autor. É, a seu ver, muito importante que um escritor goste da temática que está a abordar, ou pensa que é mais importante que o escritor siga as “modas” literárias da altura para ter sucesso?
Julgo que se me limitasse a seguir as modas literárias, sem ter gosto pelas mesmas, jamais poderia aspirar a qualquer sucesso. Se calhar nem sequer seria publicado. Os leitores percebem muito bem quando um autor está a ser genuíno ou falso. Escrevi o Revolução Paraíso porque a temática do pós-25 de Abril é realmente entusiasmante. E por ter achado que podia acrescentar uma “leitura” diferente e romanceada dessa época.

Alternar realidade e ficção como fez no seu livro é uma tarefa mais árdua, ou sente que assim tem o trabalho “facilitado”?
À partida, pensei que o fundo histórico me facilitasse a escrita do romance; mas no fim, o trabalho revelou-se muito difícil e complexo. Começou logo pela delicada escolha dos episódios reais a incluir no livro. Depois, veio o puzzle de entrelaçar as peças históricas e ficcionais que resultou, por vezes, num verdadeiro pesadelo. De tal forma que no livro que escrevi a seguir não quis ter qualquer amarra histórica!

O Paulo é um escritor bastante ativo nas redes sociais e interage com alguns dos seus leitores… já alguém lhe contou alguma história interessante relacionada com a leitura do seu livro que gostasse de partilhar connosco?
Houve um leitor que me disse ter chegado a pensar que o sótão que ele tem com vista para a Praça de São Paulo é o que aparece no livro. Fiquei de visitar o espaço, um dia... Também houve um leitor que me disse, emocionado, que tinha tido uma Pandora na sua vida e que, por isso, essa fora a personagem de que mais gostara. É uma sensação extraordinária tocar assim na vida dos leitores.

Em todas as nossas entrevistas pedimos à pessoa entrevistada para deixar uma pergunta para a próxima pessoa a entrevistar. No seu caso, foi o autor Jeff Abbot que lhe deixou uma pergunta (pode ver a sua entrevista aqui http://flamesmr.blogspot.pt/2013/08/entrevista-jeff-abbott.html). A pergunta foi: What are you working on now?
Neste momento estou a terminar a estruturação de um novo romance. A fase de pesquisa incluiu visitas a cemitérios. Quando dizia o que andava a fazer, os meus amigos e familiares ficavam a olhar para mim com um ar entre o espantado e o arrepiado... “Cemitérios?! Brrr...”

Agora é a sua vez... Pedimos-lhe para deixar uma pergunta ao próximo entrevistado e, se possível, que fosse “diferente”:
Quando tem de “matar” alguma das suas personagens, emociona-se? Chega a chorar quando dá cabo dela?


As administradoras do blogue com o autor - Janeiro 2014

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