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quinta-feira, 20 de março de 2014

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Filmes: Bowling for Columbine e Sicko


 

Ano: 2002
Género: Documentário
Realizador: Michael Moore
 
Michael Moore tomou como ponto de partida o terrível massacre ocorrido em 1999 no instituto de Columbine nos E.U.A. no qual morreram 15 pessoas. A partir daqui Moore tenta perceber porque é que a América, a denominada terra dos sonhos, é o país com a maior taxa de crimes violentos do mundo. Assim, são abordadas possíveis explicações para uma realidade tão assustadora, passando pelo racismo, número de armas de fogo disponíveis para a população e o passado do seu país. Será que algum destes aspetos contém a resposta para tal flagelo?
 
A qualidade deste documentário foi reconhecida pela Academia de Cinema ao ser-lhe atribuído o Óscar de melhor documentário em 2003. Mas o que torna esta produção tão interessante?
 
Na minha opinião, o segredo para o sucesso de Bowling for Columbine assenta no seu próprio realizador, argumentista e ator principal, o inigualável Michael Moore.
 Este americano de meia-idade fala sem rodeios, coloca o dedo na ferida dos grandes e perigosos e dispara em todas as direções. Pela verdade, Moore é capaz de encarar de frente políticos e governantes e diretores de algumas das maiores empresas dos E.U.A.
Se é verdade que as suas obras dividem opiniões, enquanto uns amam o seu trabalho outros acusam-no de ser demasiado sensacionalista, não é menos verdade que são muito poucos os realizadores por esse mundo fora que têm a coragem e resiliência de Moore.
 
Este é um documentário sem papas na língua. Original, acutilante e inesquecível.
 
 

 

 
Ano: 2007
Género: Documentário
Realizador: Michael Moore
 
 
Se em 2002 Michael Morre decidiu questionar-se sobre as elevadíssimas taxas de violência nos E.U. A., 5 anos mais tarde incumbiu-se de tentar perceber porque é que só os ricos e milionários americanos têm acesso a um sistema de saúde eficiente e eficaz.
 
 
Em Sicko Moore aborda a polémica questão do sistema de saúde norte-americano, mais precisamente, o lobby dos seguros de saúde que contaminam aquele país.
Segundo Moore, o comum americano corre sérios riscos de não ser devidamente tratado, e possivelmente morrer, por causa de um sistema de saúde defeituoso que exige aos cidadãos quantidades absurdas de dinheiro em seguros caríssimos, e muitas vezes ineficazes, para poderem ser atendidos em qualquer hospital ou centro de saúde. A principal questão de Moore é: porque é que países como a Inglaterra, França e até Cuba oferecem cuidados de saúde completamente gratuitos e os E.U.A. não são capazes de fazer o mesmo?
 
A tónica em Sicko não mudou muito, temos um Michael Moore intrusivo, irreverente, corajoso e com um sentido de humor cáustico. O realizador mostra-nos vários testemunhos de americanos vítimas de um sistema de saúde elitista e abre-nos a porta para aquilo que se passa noutros países.
Mais uma vez, muitos amaram e muitos odiaram este seu trabalho… mas ninguém conseguiu ficar-lhe indiferente!
 
 
Ao ver Sicko não pude deixar de comparar a situação portuguesa com a americana e a conclusão a que cheguei foi animadora: por mais que nos queixemos, a verdade é que dispomos de um Serviço Nacional de Saúde que, apesar dos seus defeitos, está MUITO à frente do das terras do tio Sam. É muito fácil criticarmos o que se faz em Portugal, mas é preciso reconhecer as coisas boas quando as há. E neste caso, um bem haja àqueles que conseguem, mesmo em tempos difíceis, manter os cuidados de saúde relativamente acessíveis a todos os portugueses.
 

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4 comentários:

  1. Vi um outro documentário dele.. esses por acaso não vi, mas devo dizer que gosto muito dele!

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    1. Eu só vi estes dele e adorei. Um senhor com coragem sem dúvida!

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  2. eu vi os dois documentarios há tempo atras, na verdade que eu fiquei em shock quando vi as condicoes em que moram muitos americanos de "smalltowns" ou vilas pra fazer um simil com portugal(do que lembrO) ou pueblito em Chile, como pode acontecer tanta desigualdade no suposto pais mais rico da terra ou mais desenvolvido mas acontece pq americano promedio nao mora em NY ou LA, a vida nao é tao glamorosa como hollywood pode mostrar.te nos filmes a vida é dura demais so tem que ser ruim tbm? acho que nao, por isso que há tanto descontento no mundo as clases medias ficarom tao grandes que tao sendo um problema pra os estados em geral por isso tao caendo mtos governos e mtas leis tao sendo modificadas por exemplo soube as "pensiones"(nao sei como se diz em pt). a revolucao nao comenca no click em um fanpage do fb comeca na cabeza de quem ver o mundo melhor já falou gandhi soube isso

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    1. Um dia vi um documentário sobre a pobreza e riqueza nos E.U.A. e a conclusão a que chegaram é de que apenas uma pequeníssima percentagem (1 ou 2%) da população detém mais de 80% do dinheiro do país. Isto só mostra que os E.U.A. são um país rico mas cuja riqueza está muito mal distribuída. É isto que acontece com muitos países por esse mundo fora, infelizmente...

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